
Manuel, o viajante
Maneco,
mineiro de nascença e batizado, um quarentão bem conservado, em vividos e com
sala do sapato, gosta, de andar por aí, na lida e pelas ruas.
Viveu
a vida toda em Minas, conhece o estado de trás pra frente. Com seu jipe
amarelo, apelidado de Kerouac, saia sempre com ele pelas estradas mineiras,
tornou-se quase um companheiro inseparável de Maneco, de tanto, ele ser visto
com o Jipe amarelo, rodando por aí. Dizem que o homem, ama mais o seu carro, do
que sua família, Maneco, como não formou uma, Kerouac, é sua herança para
posteridade.
Querendo
inovar e sair da mesmice, resolveu meter o pé na estrada, fora de Minas, além
Frontera. Levando o necessário, jogou dentro do carro e lá foi ele sem lenço,
sem documento por aí. Primeira parada, foi no litoral do Espirito Santo ficou
extasiado com o mar, fartou-se de comer frutos do mar, arrumou um amor para dar
uma namorada e deu a hora de ir embora.
Hora
de sentir o vento na cara e curtir a estrada. Destino: Cidade Maravilhosa.
Chegou na capital do Rio, conheceu os pontos turísticos, junto a capixaba que
se apaixonou na sua passagem pelo Espirito Santo. Aos pés do Cristo Redentor,
fizeram juras de amor. Ficaram mais um pouco curtindo a capital carioca e
novamente saíram com o jipe pela estrada. Subiram a serra e foram a Petrópolis
e Nova Friburgo. Deram sorte de estar um frio gostoso e puderam curtir as
cidades serranas, com chocolate quente, vinho e tira gostos.
A
última parada, foi na terra da garoa. Aproveitaram que estava rolando um
festival de rock e banda favorita da doce capixaba iria tocar, apreciaram as
bandas e depois foram curtir a noite paulistana. Ao amanhecer, foram ao mercado
municipal e fizeram o desjejum por lá. Maneco, experimentou o famoso sanduiche
de mortadela, tradicional em Sampa. Depois de rodar por aí e ter a sensação de
liberdade, hora de cada um voltar a sua vida em suas cidades.
| Daniel Filósofo |
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| Arte:Waldemar Max |
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