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Retrospectiva de um.ano sinistro
Mais um ano sinistro chegando ao fim. Mais um ciclo bizarro de absurdos que florescem da nociva e autodestrutiva desumanidade. Os preços de produtos básicos não param de subir. Subempregos escravisam cada vez mais, pagando um salário que não garante o de comer. Se tiver de pagar aluguel então.... A alienação tomando conta através de ferramentas eficazes de distração em massa. A evolução tecnológica a serviço da desmobilização, contribuindo para afastar as pessoas e destruindo a comunicação. Malditos aceleradores, textos curtos e áudios mínimos. O hábito da leitura sendo mal visto, uma arte decorativa e superficial, cômoda e de fácil digestão, boiando no lucro fácil como bosta no vaso. A escuta morrendo. A pobreza cresce, a miséria se multiplica e com isso a criminalidade cresce, violência que explode em toda parte. Todo mundo fingindo que não tem nada com isso até ser a próxima vítima. Uma direita retrógrada, anacrônica, sem vergonha de desfiar sua boçalidade em público. Uma esquerda que não se priva de fazer acordos e concessões para se manter no poder, custe o que custar. Promessas vazias e mentiras por todos os lados. O jogo do poder cada vez mais explícito e desavergonhado. Guerras e extermínios acontecendo e ninguém faz nada. Agrotóxicos, multilprocessados, agentes de sabor, corantes, aromatizantes, conservantes... Novas doenças, pestes, câncer... Tudo muito bonito, embalado... limpinho... A comida que não alimenta, a medicação que adoece, a solução que mata. Tudo virtual, falso, ilusório. Teve aquele cara que se apaixonou pela integencia artificial. Teve aquele outro que, cansado de tanta humilhação, teve um dia de fúria e se matou. O rico com seu império que não para de acumular, sugando os explorados que são mantidos na cegueira para seguirem na rotina dessa prisão a céu aberto. Conceitos que há muito deviam ter caído continuam mais fortes do que nunca e sendo repassados por papagaios acéfalos. A crueldade e o egoísmo maquiados com as cores da hipocrisia. Novas formas de controle. Pessoas vazias, orgulhosas da própria ignorância, cheias de certezas no reino das convicções. Fila para a escravidão. Desilusão, decepção, novos casos de suicídio e depressão.
Que no próximo ano as pessoas arrebentem as correntes das zonas de conforto e se juntem aos que questionam, refletem e dizem não.
Que cresça a resistência e cada um faça de todo o momento, uma chance para ecoar a rebeldia e a libertação.
Um brinde aos desajustados, aos que não querem fazer parte do esquema vigente e preferem andar na contramão.
Um salve aos que não se entregam, não desistem e continuam se opondo a toda essa desgraça defendida pela podre tradição do maldito status quo.
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| Texto: Fabio da Silva Barbosa |
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