terça-feira, 27 de outubro de 2020

Coletive Som - A voz da Arte #08

VIDA DE ADOTIVO E OUTRAS HIGHWAYS

O Coletive Som - A voz da arte, nesse episódio de número 08, traz um bate papo com o jornalista e escritor Alexandre Lucchese. Como repórter no jornal Zero Hora, aborda as áreas de música e literatura há cinco anos. É também autor dos livros "Infinita Highway", biografia da banda Engenheiros do Hawaii, lançada em 2016 pela Belas Letras, e "Vida de Adotivo", publicado pela Physalis em 2020 e contemplado pelo edital FAC Digital RS. Vida de Adotivo é uma obra importantíssima sobre o tema da adoção. Leitura obrigatória tanto para quem quer adotar, como para quem foi adotado. O livro é uma obra escrita sob o ponto de vista de quem foi adotado, através dos seus relatos pessoais (entre eles o de Jorginho, do ColetiveArts). Mas a conversa vai muito além do livro "Vida de Adotivo"; conversamos sobre a trajetória de Alexandre como escritor e jornalista, e  também sobre o seu envolvimento com a música e a cultura em geral. O negócio é pegar um cafezinho, acomodar-se para ouvir o podcast e preparar-se para um encontro para lá de especial.


Apresentação: Patrícia Maciel Luciano Xaba

Edição: Luciano Xaba
Poesia: Fernando Rosa
Arte da capa: Jorginho
Produção: ColetiveArts e Oldie Nerd
Galeria de Arte: Diego El Khouri
Operador Técnico: Andreas Buhler
Participação Especial : Delunar
Para escutar episódios anteriores: https://anchor.fm/coletivearts


Contatos de Alexandre Lucchese

                   https://www.facebook.com/vidadeadotivo/
Instagram: https://www.instagram.com/vidadeadotivo/


Galeria de arte Diego El Khouri:

 

 

 


 

Vídeo do Coletive:


COLETIVE SOM:





MALDITOS TECLADOS BAILARINOS


A bomba devastou toda a cidade. Não restou ninguém com vida. Pedaços de corpos... Órgãos internos... Espalhados por toda parte...
E o senhor da guerra pulava batendo palminhas de maneira comemorativa. Era o protótipo do boçal.


Fabio da Silva Barbosa é escritor, editor do Fanzine Reboco Caído e um dos organizadores da Editora Merda na Mão.


A editora Merda na Mão está com uma ação de apoio Cultural e o ColetiveArts vem se juntar a ela nessa jornada. A Editora está em  pleno lançamento de seu primeiro  trabalho em formato livro impresso (Poesia Podre) e faltando pouco para chegar o segundo (Cavidade), passamos novamente o chapéu para tornar possível o lançamento de mais três títulos ainda este ano (Malditos Teclados Bailarinos – o primeiro trabalho do selo ColetiveArts, Sick Skream – zine de Flávio Freitas a sair em formato livro. Trabalho de pesquisa sem igual dentro do universo underground, HQ O Filósofo da Maconha... e quem sabe mais...). A editora volta  ao formato Rifa Culural, onde cada um adquire um número (R$ 20,00) para apoiar a iniciativa, participando do financiamento coletivo destes registros artísticos. O ColetiveArts tem um selo na Editora que proporcionara aos colunistas, e demais artistas publicarem suas obras sem custo algum. A Editora merda na Mão conta com Fabio da Silva Barbosa e Diego El Khouri, membros do ColetiveArts, a curadoria do selo do Coletive é do artista e agitador cultural Jorginho. Todo apoio é necessário para que possamos fortalecer a cena do artista independente.

O apoio será depositado na conta: Caixa Econômica Federal, Agência: 1340, Operação: 013, Conta Poupança: 822 534- 00 - CPF: 706  342 461 -00 (Zélia de Castro Khouri).
Daí é só enviar o comprovante de depósito para o e-mail da Editora:editoramerdanamao@gmail.com e escolher um número.

No dia 01/12/2020 A Editora Merda na Mão fara o sorteio pelo canal  do instagram da mesma :www.instagram.com/editoramerdanamao   e descobriremos qual dos colaboradores receberá em sua casa as obras relacionadas.
Entrem em contato e participem desta construção.

FABIO DA SILVA BARBOSA

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

O SIMIÓIDE


ENCERRAMENTO

Tudo chega a um fim. Tudo, absolutamente tudo tem que chegar a um fim. Inclusive o universo. Inclusive o próprio tempo. E o que temos depois do tempo? Depois do tempo só sobra o caos. Mas aqui, não é o caso. É o primeiro ciclo que se fecha com absoluta paz. Tudo muito claro, tudo muito explicado, tudo muito sereno. É preciso ter serenidade no coração para fazer mudanças significativas sem se machucar. E assim foi.


Aqui o Simióide, encerrando mais uma transmissão. Somente para falar um até logo. Pois eu sei que o logo vai ser logo mesmo. :)

OBS.: eu estava tão tranquilo que esqueci do meu texto aqui, então por isso está saindo um pouco mais tarde pessoal. Foi mal ae.



André Palma Moraes é Cineasta, Escritor e criador do Wasd Space 


André Palma Moraes












        s 







Apoio Cultural

 

A editora Merda na Mão está com uma ação de apoio Cultural e o ColetiveArts vem se juntar a ela nessa jornada. A Editora está em  pleno lançamento de seu primeiro  trabalho em formato livro impresso (Poesia Podre) e faltando pouco para chegar o segundo (Cavidade), passamos novamente o chapéu para tornar possível o lançamento de mais três títulos ainda este ano (Malditos Teclados Bailarinos – o primeiro trabalho do selo ColetiveArts, Sick Skream – zine de Flávio Freitas a sair em formato livro. Trabalho de pesquisa sem igual dentro do universo underground, HQ O Filósofo da Maconha... e quem sabe mais...). A editora volta  ao formato Rifa Culural, onde cada um adquire um número (R$ 20,00) para apoiar a iniciativa, participando do financiamento coletivo destes registros artísticos. O ColetiveArts tem um selo na Editora que proporcionara aos colunistas, e demais artistas publicarem suas obras sem custo algum. A Editora merda na Mão conta com Fabio da Silva Barbosa e Diego El Khouri, membros do ColetiveArts, a curadoria do selo do Coletive é do artista e agitador cultural Jorginho. Todo apoio é necessário para que possamos fortalecer a cena do artista independente. Comprando a Rifa você poderá ganhar:

Original  

Técnica : nankin e marcador permanente preto em papel  180 gramas
Dimensões : 21,0 x 29,7 cm
Artista: Jorginho


Original  
Técnica : nankin e marcador permanente preto em papel  180 gramas
Dimensões : 21,0 x 29,7 cm
Artista: Jorginho


Título: Sambar pra não cair
Técnica: óleo s/ papel
Dimensões : 21 x 29,7 cm
Artista: Diego El Khouri


Título: Chá  de Gim
Técnica: óleo sobre papel
Dimensões : 21 x 21 cm
Artista: Diego El Khouri


Título: Boemia
Técnica: Óleo sobre papel
Dimensões: 420 x 297 mm
Artista: Diego El Khouri


Título: Veste, retalho e abrigo
Técnica: óleo s/ papel
Dimensões: 21 x 29,7 cm
Artista: Diego El Khouri
*Os dias gastos fazem parte da jornada que servirá 
ao fim da jornada de veste e abrigo. (D. El Khouri)


Título: Clown
Técnica: Xilogravura 
Dimensões : 21 x 29,7 cm
Artista: Diego El Khouri



Os dois primeiros números do zine Reboco Caído a saírem pela Editora Merda na Mão e mais alguns números anteriores (versão impressa)


Livro: Poesia Podre
Autores: Alexandre Chakal, Diego El Khouri e Fabio da Silva Barbosa
Poesia  
Arte da capa: Guga Burkhardt
Formato: 14X21  | ANO: 2020 
Páginas:  50
Capa: cartão 300 c/ laminação brilho
Miolo: offset


Livro: Arte Obscura - Vol. I
Formato: A4
Páginas: 64
 Capa: Papel Couchê 300
Miolo: Papel Sulfite 90
Última chance de conseguir esta verdadeira galeria de arte obscura 
em formato livro com a capa roxa

O apoio será depositado na conta: Caixa Econômica Federal, Agência: 1340, Operação: 013, Conta Poupança: 822 534- 00 - CPF: 706  342 461 -00 (Zélia de Castro Khouri).
Daí é só enviar o comprovante de depósito para o e-mail da Editora:editoramerdanamao@gmail.com e escolher um número.

No dia 01/12/2020 A Editora Merda na Mão fara o sorteio pelo canal  do instagram da mesma :www.instagram.com/editoramerdanamao   e descobriremos qual dos colaboradores receberá em sua casa as obras relacionadas.
Entrem em contato e participem desta construção.

Edita Merda Na Mão : 













domingo, 25 de outubro de 2020

MALDITOS TECLADOS BAILARINOS


NUNCA

JAmaIS

SEM PRE

NuNcA

jamais

SEMPRE

Nunca

Jamais

sEMPRE


Fabio da Silva Barbosa é escritor, editor do Fanzine Reboco Caído e um dos organizadores da Editora Merda na Mão

FABIO DA SILVA BARBOSA

DANIEL FILÓSOFO

O BOM VIVANT

Velho Tomaz era um verdadeiro e típico cidadão do subúrbio carioca. Sambista nato frequenta o Salgueiro e desfila na escola de samba há vários anos e respeitado dentro da escola, depois de velho, tornou-se integrante da velha guarda do Salgueiro, ala respeitada por dez entre dez sambistas. 

Sua devoção pelo samba passou de pai para filho. Seus filhos desfilam na escola e veneram a escola e o respeito do pai dentro do meio do samba.

Aposentado da policia, prestou bons serviços a corporação e a população. Por onde andas, é sempre reconhecido e bem popular. E como foi sempre um andarilho, principalmente depois que se divorciou da mãe de seus filhos, aí que aproveitou a sua popularidade pelas ruas, viveu como quis e foi um bom vivant.

Como um bom vivant e bom malandro, Velho Tomaz, conheceu uma bela cabrocha no Balança mais não cai (prédio antigo localizado no centro do Rio de janeiro) A moça, moradora da Mangueira e consequentemente frequentadora da estação primeira, era uma mulata de parar o trânsito. No dia do encontro, era quarta-feira de cinzas, ele foi beber alguma depois da apuração do carnaval na Sapucaí sentiu aquele perfume gardênia no ar e ficou impactado com tamanha beleza e charme.

Entre troca de olhares e o clima de paixão no ar, velho Tomaz encheu o peito de ar e coragem, foi falar com a morena e derramar toda sua lábia.

Mas o amor e a conquista só é bom se doer. Isso meu amigo, um dia tu tens que passar por isso. A cabrocha fez o bom vivant gastar seu repertório de cantadas e bonitas palavras. O charme da mangueirense era digno de um samba do cartola e enredo da escola. Mas ele não se dava por vencido e ela vendo que o bom sambista era persistente e tinha algo de diferente nele, cedeu a sua boa lábia e se entregou aos prazeres carnais e foram curtir os últimos instantes da quarta feira de cinzas. 


Daniel Filósofo é cronista, jornalista, profundo conhecedor de rock'n'roll e radialista na Rádio Rota 220.


Daniel Filósofo

 

sábado, 24 de outubro de 2020

OUTSIDER DA GALÁXIA DE PARNASO

ruínas epidérmicas. noites de fumaça cinza. faca na carne. fome brutal. miséria. futuro:
mortalha dos desesperados. tesão fratricida. cadáveres na sala de jantar. cheiro insalubre de outono chuvoso. 01:52 da madrugada. moscas na garganta alojadas. sempre só. pó invade narinas. suicidas. a morte é um jogo muito caro. só vence quem perde. só perde quem sabe. só vive quem mata. se afundar no que há de mais triste. se embebedar na última canção que o bardo criou. sem calo na mão. mente inquieta. outsider da galáxia de parnaso. visionário do caos. aquela porta ali nunca está aberta. as janelas cumprem o seu papel. fechar os olhos nessas orbes sem graça. enterrar o passado no cu de qualquer regra. folhas no vento. samambaia. dna escarrado. prédios perfurando o céu. favela armada perfurando existências. boca escancarada. perplexo. desconexo. sem nexo. você não sabe. ninguém sabe. um zumbido forte, latente. choro desesperado. no meio do palco uma luz. a plateia vibra. aquilo sim era um espetáculo dos horrores.
  


Título: O poeta
Técnica: Grafite s/ canson
Dimensões: 420 x 297 mm
Artista: Diego El Khouri

Diego El Khouri: artista visual, poeta,  quadrinista, zineiro e desenhista. Mantém alguns zines em atividade e é colaborador de diversas publicações alternativas,  além de expor seu trabalho, no campo das artes visuais, em diversos lugares no Brasil e exterior. 

Também  é um dos  irresponsáveis pela Editora Merda na Mão.

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

PSYCHO KILLER

 Tem certeza disso?

Tenho certeza, Senhor. Três tiros na cara. Calibre 12. Não tem como sobreviver.

Nos dois?

Nos dois.

E como o programa continua indo ao ar?

Não sei, Senhor. Quanto mais proibimos, prendemos, batemos e matamos, mais deles

aparecem. É o mesmo fenômeno do tráfico, só que mais acelerado.

Puta que o pariu! Tamo fudido!


PSYCHO KILLER

Camisa de forças pouca é bobagem

O programa que vai além da morte

TODA sexta-feira 21:30

Na Rádio Rota 220

https://zeno.fm/radiorota-220/



quinta-feira, 22 de outubro de 2020

MALDITOS TECLADOS BAILARINOS


Marcolino trabalhou em várias construções. Ergueu prédios, casas, escolas, hospitais...
Morreu esperando atendimento médico, sem ter onde morar e era analfabeto.



Fabio da Silva Barbosa é escritor, editor do Fanzine Reboco Caído e um dos organizadores da Editora Merda na Mão

A editora Merda na Mão ao qual Fábio é um dos organizadores está com um projeto de Financiamento Coletivo para viabilizar as publicações da  de autores independentes que a Editora apoia. É um movimento muito importante, Contribuam com a cena independente:


FABIO DA SILVA BARBOSA

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

CONTRAPONTO

Lógica e Empatia - Capítulo I

Essa é uma parte da rotina de um ciclista. Diariamente tem de desviar da falta de consideração, educação e consciência da sociedade limitada.

Ciclovia não é lugar de fazer caminhada, não é espaço para o seu cãozinho cagar, não cabe caminhão, ônibus ou manobras de skate! Ciclovia é um espaço conquistado, com muita luta, para que as bicicletas não estivessem mais à mercê do trânsito caótico  das metrópoles.

Quer uma calçada melhor? Lute por isso! Quer uma nova pista de skate? Invista em projetos com outros skatistas! Quer ter animais de estimação? Saiba ser civilizado antes disso. Quer estacionar? Respeite todos os espaços! Seu automóvel não cabe? Procure outro espaço que caiba! Seu automóvel vale mais que qualquer vida humana para você? Nossa ciência tem nome para isso: psicopata, doente, narcisista, egoísta...

Temos de parar de agir como seres irracionais e admitir que existem mais pessoas no mundo além de nós. Sua irracionalidade causa acidentes e até a morte de pessoas por dia nesse país. Quer um país melhor? Comece mudando a si mesmo.



Míriam Coelho é artista das imagens e das palavras.

Míriam Coelho    







 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

MALDITOS TECLADOS BAILARINOS


Aqui ninguém passa fome
Aqui não tem miséria
Aqui não tem desigualdade

Éééééé... Mas o que tem de alienado e hipócrita carniceiro...


Fabio da Silva Barbosa é escritor, editor do Fanzine Reboco Caído e um dos organizadores da Editora Merda na Mão

A editora Merda na Mão ao qual Fábio é um dos organizadores está com um projeto de Financiamento Coletivo para viabilizar as publicações da  de autores independentes que a Editora apoia. É um movimento muito importante, Contribuam com a cena independente:



FABIO DA SILVA BARBOSA

Coletive Som - A voz da Arte #08

VIDA DE ADOTIVO E OUTRAS HIGHWAYS O Coletive Som - A voz da arte, nesse episódio de número 08, traz um bate papo com o jornalista e escritor...