ARTE E CULTURA


Fábio Alves um artista que ama 
e desenha o Fantasma



Fantasma, o espírito-que-anda, personagem criado por Lee Falk, está completando 90 anos de publicação no dia 17 de fevereiro e o ColetiveArts, junto com o grupo Fantasma, o espírito-que-anda e com o canal Fantasma Brasil, estão organizando um evento comemorativo para festejar o aniversário do primeiro dos super-heróis.

Prosseguindo a nossa jornada rumo a esta data comemorativa tão importante para nós que amamos os quadrinhos do Fantasma, fomos conversar com Fábio Alves, desenhista brasileiro e em breve escritor  das aventuras do herói mascarado para a editora australiana Frew Publications. Confiram com foi a conversa com este grande artista.



FÁBIO ALVES

Jorginho: Quem é o Fábio Alves? Como você se define?

Fábio Alves: Um artista em construção.

Jorginho: Fábio, como a literatura e as Histórias em Quadrinhos entraram em sua vida e quais os personagens que marcaram a sua infância?

Fábio Alves: A literatura foi estimulada desde cedo pela minha mãe para melhorar a minha dicção e as histórias em quadrinhos como opções ilustradas. Na minha infância os personagens que primeiro tive acesso foram os da Disney. Em seguida, Batman, Superman e Conan. Quando tive acesso as histórias do Fantasma, eu não quis parar de ler.

Jorginho: Como e quando a arte do desenho entrou em sua vida e quais são as suas maiores influências?

Fábio Alves: Um saudoso noivo de uma tia, me ensinou a fazer cubos e a face dos Irmãos Metralhas. Depois fui querendo aprender outras coisas. As minhas maiores influências são Mike Mignola, na fase que vai da adaptação do Drácula dirigido por Francis Ford Coppola, até meados da década de 1990. Mike Deodato Jr por me fazer acreditar que era possível ser ilustrador de quadrinhos, pois ele mora aqui no estado da Paraíba.

Jorginho: Como foi o início de sua carreira?

Fábio Alves: Fazendo testes insistentemente e em seguida começando com trabalhos curtos na cena indie. Inclusive prefiro as ideias novas do quê os clichês que predominam no mercado. Abro exceção para o Fantasma, pois acredito que as melhores histórias dele ainda não foram contadas.

Jorginho: Como surgiu a oportunidade de desenhar o Fantasma? O que significa para você trabalhar com o personagem?

Fábio Alves: Basta dizer que é o meu personagem favorito. Bem, por mim eu só trabalharia com personagens novos, das produções independentes, com os meus e o Fantasma. No mais, nada mais me interessa.

Jorginho: Qual o seu  trabalho com o Fantasma que você mais gostou de realizar?

Fábio Alves: Operation Domino.

Jorginho: Quais os artistas e escritores que trabalharam ou trabalham com o personagem você mais admira?

Fábio Alves: Ilustradores são o Sy Barry, por ter criado o designer perfeito e o  Ray Moore, pois quando tive acesso a coleção do Fantasma, li os primeiros números desenhados por ele e aquele estilo vintage me era muito agradável aos olhos, de forma que li compulsivamente. O escritor de Operation Domino, Duncan Munro, por ser alguém que tem contado muitas histórias boas com o personagem por abordagens criativas e interessantes.

Jorginho: Na sua opinião, a que se deve a longevidade do personagem?

Fábio Alves: Eu acho-o um personagem interessante, em tantos aspectos, que é difícil explicar! A questão da tradição, hereditariedade e mistério em torno da sua missão são alguns dos pontos, mas existem tantos outros e até mesmo as lacunas das histórias que ainda não foram devidamente contadas.  Inclusive, também penso que pode ser explorado de muitas maneiras e que paradoxalmente, isso ainda não aconteceu. Para mim, o Fantasma é muito melhor que o Batman (que tem muitas influências do primeiro herói fantasiado).

Jorginho: Quais os seus próximos projetos?

Fábio Alves: Estou concluindo o número 1 de Johnny Fade, uma edição do Monster Matador e a número 5 , de outro personagem indie , do título Banjax. Estou com duas histórias do Fantasma , para concluir e recebi carta branca da Frew, para escrever um roteiro. O negócio é encontrar tempo para dar conta de tudo.

Jorginho: Deixe o seu recado para o leitor do Arte e Cultura

Fábio Alves: Continuem apreciando, enaltecendo e divulgando arte e cultura. O mundo precisa cada vez mais de civilidade.

Para acompanhar o trabalho de Fábio Alves:

Insta: clique AQUI

Editora Frew: clique AQUI

"Basta dizer que é o meu personagem favorito. Bem, por mim eu só trabalharia com personagens novos, das produções independentes, com os meus e o Fantasma. No mais, nada mais me interessa."
- Fábio Alves



Dia 17 de fevereiro de 2026:

Fantasma 90 anos

1936 - 2026

Programação especial aqui no blog do Coletive, em breve cronograma do evento!

Confiram como está sendo a caminhada até este grande evento:

Direto ao Ponto GG clique AQUI

Dossiê Kobielski clique AQUI

Arte e Cultura com Dedy Edson AQUI

Arte e Cultura com Glaucio Cardoso AQUI


Fantasma 90 anos é um evento do ColetiveArts em parceria com o grupo  Fantasma - o espírito que anda (face)  e com o canal Fantasma Brasil (YouTube)

Jorginho

Jorginho é PedagogoFilósofo, graduando em Artes, com pós graduação em Artes na Educação Infantil, ilustrador com trabalhos publicados no Brasil e exterior, é agitador cultural, um dos membros fundadores do ColetiveArts, editor do site Coletive em Movimento, produtor do podcast Coletive Som - A voz da arte, já foi curador de exposições físicas e virtuais, organizou eventos geeks/nerds, é apaixonado por quadrinhos, literatura, rock n' rol e cinema. É ativista pela Doação de Órgãos e luta contra a Alienação Parental.

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

DIRETO DA COLETIVE CAVERNA!
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2 Comentários

  1. Dá pra ver o quanto o Fábio ama o que faz. Arte, cultura e quadrinhos muito bem representados. Parabéns!

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