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O Segredo das Sandalhas Havaianas
Fernanda Torres subestimou a inteligência da extrema direita ao revelar o segredo mais bem guardado das sandalhas havaianas: sua posição política.
As sandalhas havaianas foram projetadas apenas para calçar o pé esquerdo, mas, por uma questão mercadológica, tiveram que também atender ao direito. Fora este detalhe o compromisso histórico das sandalhas havaianas com a esquerda é inquestionável.
Desde os tempos em que Marx lutava na elaboração de seu mais complexo livro, o Capital, já no primeiro tomo, suas havaianas não saiam dos seus pés inchados pelo frio e a umidade londrinos.
Sim, havaianas não são de uso exclusivo nos dias quentes de verão nestes trópicos sul-americanos. Lenin, na gélida Rússia, enquanto bradava “paz, terra e pão” não abria mão, quer dizer, não liberava os pés de calçar as suas legitimas havaianas, as que não deformam, não soltam as tiras e não tem cheiro. Já em Cuba, na Sierra Maestra, os revolucionários utilizavam as sandálias havaianas que, além de silenciosas nas caminhadas nas montanhas, quando acabava a munição serviam de arma revolucionária, ao serem lançadas contra os soldados de Batista (uma boa chinelada tem seu valor!). Dizem que foi o próprio Che Guevara, nas suas viagens pela América do Sul, passando pelo Brasil, quem conheceu as sandálias havaianas e as apresentou ao comandante Fidel Castro, que imediatamente as incorporou ao uniforme das tropas revolucionárias. O próprio Che Guevara cunhou a célebre frase “hay que endurecer, pero sin perder las havaianas jamás!”
Tudo isto era um segredo bem guardado que Fernanda Torres revelou. Que lástima para a esquerda.
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