
Black Sabbath - Cross Purposes

O Black Sabbath é uma banda de varias facetas. Para muitos, foi a pedra fundamental para o surgimento do que chamamos de heavy metal e inspiração para bandas futuras. Junto ao Deep Purple e Led Zeppelin, é considerada a santíssima trindade do Rock and Roll. Na fase com o Ozzy, elevou o nome da banda, o respeito e reverência de qualquer apreciador de Rock Roll.
Passado essa era de ouro da banda, outros vocalistas e um especifico, depois do Ozzy, foi o que teve mais álbuns na banda: Tony Martin. Alguns fãs torcem o nariz para o vocalista, outros curtem bastante os trabalhos lançados pelo artista na banda. Isso é normal no Rock and roll, sempre terá essas divergências de opiniões e gostos.

Inicio dos anos 90, o Rock estava numa nova direção e o público renovando, domínio do grunge, algumas bandas tentaram moldar o som, algumas se manteram na mesma. O Black Sabbath seguiu sendo quem era, apesar das mudanças de vocalistas e consequentemente, os discos serem bem diferentes da fase clássica. Isso não muda o fato de a banda ter lançado trabalhos interessantes.
Em 1994, marcou a volta de Tony Martin a banda para gravar o álbum intitulado de Cross Purposes. Décimo sétimo disco da banda, sucedera o último trabalho de Dio com a banda, o ótimo Dehumanizer de 1992. Além do regresso do vocalista, a banda recrutou o baterista Bobby Rondinelli. Nos teclados, manteve Geoff Nicholls, que havia trabalhado em outros discos da banda. No baixo, trabalhando pela primeira vez com Tony Martin, o mago Geezer Butler.
Contendo dez faixas, Cross Purposes atingiu a posição 122 da Billboard 200 e à 41º posição na Inglaterra. Usando uma abordagem mais realistas nas letras, diferente em outros do vocalista com a banda, o álbum para alguns fãs, a banda voltou a fazer um som pesado. Nota-se na primeira música do disco, I Witness, mostra a potencialidade da banda. Cross of Thorns mantém o alto nível e um solo formidável de Tony Iommi. Psychophobia com riffs rápidos, mostra ser um outro belo achado no álbum. Em virtual Death mostra ser aquele doom metal arrastado, criado exatamente pela banda, anos atrás. Mostra o Geezer Butler em boa forma. O disco ao todo, merece a atenção do ouvinte, musicalmente é de uma muita boa qualidade.
Para escutar o álbum:
| Daniel Filósofo |
COLETIVE INCOMODA...


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