Reflexões de um Inconformado - Pensamentos Incendiários

Reflexões de um Inconformado - Pensamentos Incendiários

Depois de participar do Coletive durante muito tempo com minha coluna, a MALDITOS  TECLADOS BAILARINOS, esta chegou ao fim de seu ciclo. Depois dela criei a MALDITOS TECLADOS BAILARINOS POSTMORTEM  e a PONTO CEGO. Agora, observando o cenário geral, vejo que chegou a hora de voltar a um formato que há muito tempo não exercito, mas que o momenro pede. 

Não dá mais para segurar tanto azedume criado por este sistema podre e corrupto que só se sustenta devido a hipocrisia, a alienação, o comodismo e... uma série de ferramentas que visam nos adestrar para aceitarmos o inaceitável como se fosse natural, como a única forma possível. Uma estrutura covarde, opressora, assassina, parasita... A terrível máquina de moer triturando nosso físico e mental, tornando a existência uma tortura adoecedora. Sabotando os da base da pirâmide desde o nascimento para que aceitem seu fardo existencial sem questionar, eles pregam: "Seja passivo e obediente durante toda a vida para depois da morte ganhar o reino dos céus".  "Seja mais uma engrenagem e faça o macabro teatro dos horrores seguir em frente". "Continue propagando as mentiras que sustentam o mórbidostatus quo"...Não não não,meus amigos. Nãoaceitaremos. Não faremos parte. Seremos contra, faremos o barulho necessário e estragaremos sua festa. Discutiremos política e religião sim. Por mais que vocês tentem nos submeter e nos dividir para enfraquecer nossa movimentação, não cairemos em suas armadilhas. Não precisamos de sua aprovação ou de selo de qualidade.

Somos a resistência e nada vai nos parar. 

Não é questão de ser a favor do Maduro, mas uma questão de não aceitar o inaceitável

As ultimas ações dos EUA seguem a mesna linha que sempre seguiram: Espalhar a guerra, a morte, e impor sua ideologia capitalista pelo mundo. Não importa se democrata ou republicano, quem está sentado na cadeira presidencial sempre está trabalhando a favor do terror imperialista. Uns passam vaselina, enquanto outros empurram com areia e tudo.

No mundo onde a manipulação transforma tudo na ignorância polarizada, onde estes polos supostamente opostos se retroalimentam, já devem estar achando que sou um grande admirador do Maduro, que sou PTista... e daí por diante. Antes de mais nada, já registro que não.Tenho minhas criticas ao Maduro e ao PT, mas isso não quer dizer que seja justificativa para as atitudes tomadas. Até porque, já está bem claro que a motivação principal não foi a libertação da população local ou qualquer outra iniciativa humanitária.  Para não desviarmos o foco do assunto proposto, aprofundarei minhas críticas a Maduro, PT e a pseudo "esquerda" eleitoreira em textos futuros. Mas que os psicopatas da direita não festejem as palavras que acabei de escrever, pois vocês não ficarão de fora. Vejo com muita clareza que estão do mesmo lado, que são faces do mesmo dado, participam do mesmo jogo, trabalham para os mesmos senhores. Não faz diferença se a mão que controla o fantoche é a da direita ou da esquerda, se a cabeça é a mesma que comanda os movimentos de ambas. Fascistas não passarão impunes - Tanto os declarados, quanto os travestidos de outros rótulos mais convenientes para o momento. Ah... Sim... O centrão... Vocês também estarão na mira. Aguardem.  Mas... comecemos do início... e sem perder o fio da meada.

No dia três de janeiro de  dois mil e vinte e seis, nas primeiras horas da madrugada (01h55min), os Estados Unidos comemoram o ano novo começando mais um ataque e mais uma invasão. Dessa vez o alvo foi um país da América do Sul, aVenezuela. Sob o pretexto de levar a liberdade e a democracia ao povo oprimido por um terrível  ditador, bombas foram lançadas contra a capital venezuelana e seu chefe de estado sequestrado junto com sua companheira. Hoje, Maduro e Flores aguardam em suas celas o dia dezessete de março, quando comparecerão novamente diante do tribunal federal para responder às acusações de narcotráfico e narcoterrorismo. Nem Orwell ou Kafka conseguiriam retratar melhor as estratégias pervertidas da nossa sociedade maniqueísta para alcansar seus objetivos vis. Manipulação da informação, mecanismos de controle, deturpação do legal para se cometer atos ilegais... e daí por diante. Todos os ingredientes que rechearam alguns dos clássicos destes e de outros autores.

Mas a máscara não demorou a cair e o motivo real logo veio a tona. O interesse nunca foi a libertação do povo, mas controle sobre o petróleo venezuelano. A CNN Brasil divulgou a seguinte fala de Trump a respeito do assunto em matéria  do dia vinte e três de janeiro: "Vamoscomeçar a perfurar muito em breve. Temos as maiores empresas do mundo. Temos elas. Eelas vão entrar". E umpouco mais abaixo, na mesma matéria: 

"Tiramos 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela nos primeiros quatro dias. Ainda temos milhões de barris de petróleo."

Nem mesmo a ingenuidade de uns, a má fé de outros e todo o trabalho de mentiras e desinformação urilizado para deturpar os fatos conseguirão ocultar os reais interesses da ganância perversa imperialista.

Como no capitalismo o capital está sempre no centro, nenhuma razão humanitária motivaria uma operação militar desse porte. Em uma nação (seja lá o que isso quer dizer) tão monstruosamente ambiciosa como os EUA, onde o estúpido slogan "Tempo é dinheiro" é dito como se fizesse algum sentido, nenhuma motivação social ou humana é levada em consideração. É sempre pelo maldito capital, pelo acúmulo através do roubo, pela ganância infinita, pelo controle, pelo poder.

Assistindo o desenrolar de mais este triste capítulo da história da humabidade, vendo a apatia dos que nada fazem, não tomam partido ou preferem se apoiar em falas conformistas que repetem sem nem pensar no que querem dizer, consigo chegar a várias conclusões e confirmar certas hipóteses. Uma delas é que realmente estamos em tempos onde está tudo muito explícito.  A mesa está posta. Só não vê  quem não quer. 

Daí a lembrança de um conhecido de boteco bostejando seu achismo furado e sem embasamento corta minha linha de raciocínio. Lembro da cara repugnante dele dizendo que devíamos seguir o exemplo dos Estados Unidos, onde o país nasceu e cresceu através do trabalho duro e da construção de um sistema que funciona. A ignorância orgulhosa de si mesma sempre me causou certo sentimento de... poderia dizer... Não saberia dizer... Mas o que ele ignora é que aquele país nasceu como o nosso e todos os outros. Através do roubo, do saque e do assassinato, do estupro, da escravidão. Nações indigenas exterminadas e seus territórios tomados pelos invasores. De lá para cá não pararam mais. Depois da Venezuela, os tais defensores da liberdade já começaram outros movimentos, se declarar sobre os próximos alvos... Na oportunidade de voltar a esta pauta com o repugnante conviva de boteco, quando ele começar a enaltecer como o trabalho duro fez os EUA crecer, darei um sorriso sarcástico e responderei que tomando na mão grande o que não lhe pertence, fica fácil prosperar. Sem falar na industria bélica, ponto forte do país, precisar de guerras para seu material não apodrecer no estoque. Afinal de contas, "time is money".




O escritor Fabio da Silva Barbosa, um dos membros mais antigos e ativos do ColetiveArts  (foi dele a coluna Malditos Teclados Bailarinos).Dono de um olhar cirúrgico, Fabio é um verdadeiro cronista do underground, caminha pelos becos e bares da vida, que depois transforma em textos que são verdadeiras pedradas nas janelas dos "donos da moral e dos bons costumes". Também é dele um dos maiores fanzines do Brasil, o seminal Reboco Caído.


"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

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