ARTE E CULTURA


Murilo Almeida, o homem que assume  sonho
 de ser o espírito-que-anda

Fantasma, o espírito-que-anda, personagem criado por Lee Falk, está completando 90 anos de publicação no dia 17 de fevereiro e o ColetiveArts, junto com o grupo Fantasma, o espírito-que-anda e com o canal Fantasma Brasil, estão organizando um evento comemorativo para festejar o aniversário deste grande super-herói.

Prosseguindo a nossa jornada rumo a esta data comemorativa tão importante para nós que amamos os quadrinhos do Fantasma, fomos conversar com Murilo Almeida, cosplayer do Fantasma que tem mantindo a chama do personagem nos eventos por onde anda, e com uma série em que interpreta o espirito-que-anda no YouTube  de produção própria. Nós do Arte e Cultura fomos conversar com este showman, confira como foi.

Jorginho: Quem é o Murilo Almeida? Como você se define?

Murilo Almeida: Sou Murilo Almeida, nascido em 26/07/1991, tenho 34 anos sou do estado de São Paulo, moro no litoral paulista na cidade de Praia Grande. Sou simples, criativo, trabalhador, trabalho como porteiro. Eu me defino um homem de bom, humilde e honesto, falando aqui de mim, eu gosto de viver a vida fazendo aquilo que gosto, como por exemplo o cosplay, além disso gosto de treinar, malhar. Ao longo de minha vida, já fui atleta amador de canoagem é corrida. Pois lugares onde treinei sempre foi dentro da natureza, por isso que eu gosto das histórias do Fantasma. 

Jorginho: Como a leitura e os quadrinhos entraram em sua vida?

Murilo Almeida: Aos 8 anos de idade eu aprendi a ler e escrever, passei a ler muito histórias em quadrinhos como Recruta Zero, Hagar o Horrível, me divertia muito, pois eram histórias de personagens engraçados. Lia também Asterix, gostava de histórias de guerreiros como Conan O Bárbaro, também os heróis da DC Batman e o Superman sempre gostei e da Marvel os X-Man e o grandalhão Hulk.

Antes de aprender a ler eu acompanhava animações, e gostava de ver as figuras das revistas e dos gibis, e nos anos 90 nas bancas de jornal me facinava aquele Herói de trage roxo e mascarado, portando duas pistolas Colt 1911, com o cavalo e o lobo. E foi ali que descobri o Fantasma, também assistindo a série animada dos Defensores da Terra onde ele aparecia junto com Mandrake, Flash Gordon e Lothar, vendo sua história de sua lenda de ser imortal, sendo que ele é um homem comum, seus combates na selva, marcando os bandidos com a marca da caveira, fora as capas dos gibis que davam a sensação de estar observando quem ia comprar, tudo aqui me chamava atenção. 

Jorginho: Como e quando o Fantasma surgiu em sua vida?

Murilo Almeida: O Fantasma surge em minha vida em 1994, mesmo eu sendo uma criança de 3 anos, ainda não sabendo escrever, eu gostava de ver as ilustrações nos gibis dos meu irmão mais velho, dos primos. Mesmo não sabendo ler, através das imagens eu tinha um pouco da noção da história. E como toda criança gosta de brincar, então eu brincava muito de Fantasma e me divertia. 

Jorginho: Quando surgiu a ideia de fazer cosplayer do personagem? Como é a reação das pessoas ao te verem vestido de espirito-que-anda?

Murilo Almeida: Eu faço cosplay desde 2023, que cosplay essa palavra que vem do Inglês, sendo "cos" de customizar, criar e "play" de brincar, diversão, ou seja, cosplay significa brincadeira ou se diverti criando a roupa do seu personagem favorito. Em fim, eu já fazia cosplay de outros personagens como Capitão América da Marvel, Obi Wan Kenobi o Jedi de Star Wars, O Corvo, Conan o Bárbaro que é um dos meus preferidos, e até mesmo do ator Charles Bronson do seu personagem Pau Kersey dos filmes Desejo de Matar, e entre outros. Até que pensei... "Por que não fazer cosplay do Fantasma?" Então resolvi fazer, procurei um costureiro especialista em fazer trajes de personagens e cosplay, os chamados "cosmaker", e encontrei no Instagram @corporacao_batman. o Michel lá do Pará, entrei em contato com ele. Primeiro fiz o projeto do trage do Fantasma, semdo algo mais realista, tático, inspirado claro nos quadrinhos e um pouco no Filme de 1996 do Fantasma com o ator Billy Zane, passei como queria para os costureiro e investi.

Depois de pronto o uniforme do Espírito que Anda, ao me vestir, sendo hoje já adulto com mais de 30 anos, a sensação foi de estar se tornando o Fantasma, parecia rever ele nos Defensores da Terra. Mas claro que é apenas uma Fantasia, uma recordação, uma roupa para ir em um evento Geek ou cosplay.

E ao ir em eventos parecia que eu estava na pele do Kit Walker nas histórias, pois quem me via dizia: "Olha o Fantasma", "Ele é imortal", a galera curtia muito, pedia para tirar foto, falavam dos gibis, os idosos até se emocionavam. E o mais engraçado era quando erravam o nome do personagem e falavam Fantomas, eu me divertia muito. Quem não conhecia o personagem, o público mais jovem, me parava para perguntar e passavam a gostar e até procurar personagem para ver suas histórias. O personagem de Lee Falk não morre mesmo, e faço cosplay por amor, e procuro personagens para fazer que trazem uma mensagem para vida, como a do Fantasma que é de lutar pela justiça e contra a crueldade, trazendo isso para vida, nos faz sempre buscar o bom caráter, fazer o bem e levar alegria. 


Jorginho: Como surgiu a ideia de fazer uma série live action do Fantasma? Como funciona a produção? 

Murilo Almeida: Estava tudo tranquilo em Bangala, eu na Caverna da Caveira, na Floresta Negra, derrepente tambores tocam, Guran líder da tribo dos Bandar me avisa sobre uma coisa importante, tiver que ir para Patrulha da Selva, chego lá na minha sala de comandante secreto e vejo a mensagem dos patrulheiro: "Você tem que fazer a série do Fantasma..." Claro que não foi assim, digo apenas para descontrair o conteúdo e a leitura por aqui.

Após estar com o uniforme do personagem, fazendo cosplay, indo em eventos, decidi fazer algo para resgatar um pouco o personagem na mídia, na memória, então pensei em uma série. Não sou diretor filmes e séries proficional, nem todo recurso de uma super produção eu tenho, mas com meus amigos que também são cosplayers, com a criatividade, de um jeito simples é amador comecei a gravar, usando apenas câmeras de celulares e programa de edição simples em computador, fiz o primeiro episódio do Fantasma com o roteiro onde mostra o Fantasma nos dias de hoje em Bangala combatendo os descendentes da Irmandade Singh que estava contrabandeando armas, e micro Chips que podem controlar tudo até mesmo pessoas. Com ação, do jeito simples lá dos antigos quadrinhos. Gravando entre as cidades de Santos, São Vicente e Praia Grande entre cidades e regiões de mata atlântica, praticamente no quintal de casa no modo de dizer. Todos os meus amigos que me ajudam nesse projeto fizeram os personagens de um jeito muito bom, o Vilão principal, um líder Singh que tentan subestimar o Fantasma com seus comparsas, usando até um sniper, mas o Fantasma resolve tudo do jeito Fantasma. 

O mais incrível pra mim é a amizade da galera, eles se divertirem, ganharem visualizações. No decorrer das gravações eu procurava uma moça podesse fazer a Diana Palmer, foi difícil encontrar, até que encontrei uma moça com quase minha idade, que também faz cosplay chamada Jéssika, mora na mesma cidade que eu. E que me apaixonei e ela também e na vida real estamos noivando e vamos nos casar. Bem, comecei com consplay e agora casando... Em fim, Fantasma, um simples personagem de ficção, a mensagem do personagem trouxe alegria em minha vida.

A série "O Fantasma. O Espírito." que Anda, o primeiro episódio: "#1 Micro chip", está disponível no YouTube, no meu canal: "Bárbaro Selvagem". É algo, amador apenas para divertir e deixar o personagem na memória. No Instagram @fantasmacosplay lá você pode acompanhar meu trabalho. E virão mais episódios do personagem com cada episódio uma história, como nos gibis. 

Jorginho: Como você enxerga o futuro do personagem no Brasil e e no mundo?

Murilo Almeida: O Futuro desse personagem eu enxergo que sempre existirá algo do Fantasma, ele tem que aparecer, ele não morre, é o primeiro herói mascarado e uniformizado dos quadrinhos, o legado de heróis que vemos hoje, tudo começou em ele. 


Jorginho:Quais os seus próximos projetos?

Murilo Almeida: Meus próximos projetos é continuar com a série do Fantasma e conteúdo e pretendo dar palestras, mostrando essa mensagem do bem do personagem voltado para ajudar pessoas que estão em depressão, quero visitar orfanatos, azilos e hospitais levando alegria e o bem.  

Jorginho: Deixe uma mensagem para o leitor do Arte e Cultura:

Murilo Almeida: Vou deixar uma mensagem coms os ditados da selva: "O Fantasma se move como um raio"; "O Fantasma tem a força de 10 tigres"; "A selva não esquece, o Fantasma também não".

Nunca aceite injustiça, nem crueldade, passe essa história para seus filhos e os filhos de seus filhos.

Para acompanhar o trabalho de Murilo Almeida:

Insta clique AQUI

Insta da Jéssika clique AQUI

YouTube clique AQUI

"E ao ir em eventos parecia que eu estava na pele do Kit Walker nas histórias, pois quem me via dizia: "Olha o Fantasma", "Ele é imortal", a galera curtia muito, pedia para tirar foto, falavam dos gibis, os idosos até se emocionavam..."
- Murilo Almeida

Dia 17 de fevereiro de 2026:

Fantasma 90 anos

1936 - 2026

Programação especial aqui no blog do Coletive, em breve cronograma do evento!

Confiram como está sendo a caminhada até o grande dia:

Direto ao Ponto GG clique AQUI

Dossiê Kobielski clique AQUI

Arte e Cultura com Dedy Edson AQUI

Arte e Cultura com Glaucio Cardoso AQUI

Arte e Cultura com Fabio Alves AQUI

Arte e Cultura com Sabino AQUI


Fantasma 90 anos é um evento do ColetiveArts em parceria com o grupo  Fantasma - o espírito que anda (face)  e com o canal Fantasma Brasil (YouTube)
Jorginho

Jorginho é PedagogoFilósofo, graduando em Artes, com pós graduação em Artes na Educação Infantil, ilustrador com trabalhos publicados no Brasil e exterior, é agitador cultural, um dos membros fundadores do ColetiveArts, editor do site Coletive em Movimento, produtor do podcast Coletive Som - A voz da arte, já foi curador de exposições físicas e virtuais, organizou eventos geeks/nerds, é apaixonado por quadrinhos, literatura, rock n' rol e cinema. É ativista pela Doação de Órgãos e luta contra a Alienação Parental.

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

DIRETO DA COLETIVE CAVERNA!
COLETIVEARTS, 07 ANOS DE VIDA,
CONTANDO HISTÓRIAS, 
CRIANDO MUNDOS!



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