Algumas pessoas vivem aprisionadas em prisões invisíveis. Prisões que não possuem grades, muros ou cadeados, mas que são capazes de manter alguém em cárcere por muitos anos.
Às vezes, a prisão é um vício.
Outras vezes, um amor que deixou de fazer bem. Pode ser o medo, a insegurança, a culpa ou simplesmente a dificuldade de acreditar novamente em si.
Libertar-se de determinadas situações requer coragem, paciência e, principalmente, disposição para reconstruir a própria trajetória.
Há quem passe anos diante de uma janela fechada, observando a vida acontecer do outro lado. O tempo passa, as estações mudam, as pessoas seguem seus caminhos, mas a janela continua ali, esperando apenas um gesto: ser aberta.
Porque, para algumas mudanças, é preciso coragem para tocar a janela, abrir as cortinas e permitir que a luz entre.
É preciso se permitir experimentar outro modo de ser e de viver.
E talvez, depois de tanto procurar, a gente descubra que a liberdade também mora nas coisas simples: estar com a família, caminhar em uma praça, andar de bicicleta, conversar com alguém querido ou simplesmente sentar ao ar livre e contemplar a paisagem em silêncio.
Nem sempre é preciso ter muito para sentir que a vida vale a pena. Às vezes, precisamos apenas reencontrar aquilo que nos faz sentir vivos.
A Janela da Liberdade existe
Mas, para chegar até ela, é preciso atravessar a ponte do amor-próprio e compreender a beleza e a potência de simplesmente ser.
Afinal, o amor também se faz de ação, continuidade e coragem.
E aquela vista tão desejada não pertence apenas ao vizinho.
Ela também pode ser sua.
Mas lembre-se: cada pedaço do caminho é construído por você. Cada passo importa. Cada tentativa abre uma pequena fresta. Até que, um dia, aquilo que parecia uma prisão começa a receber luz.
E quando finalmente tiver coragem de abrir a sua janela, não tenha medo do que encontrará do outro lado.
Ah...
A vista da Janela da Liberdade é linda!
Vem. Só vem.
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| Josiane Prestes |
Josiane Prestes é escritora, compositora , cantora, professora alfabetizadora, pedagoga, especialista em Gestão e Orientação Educacional e multiartista de Gravataí (RS). Assessora pedagógica na SMED Gravataí, atua em defesa da educação pública de qualidade, equidade e valorização das relações étnico-raciais (ERER). Autora de A Janela de Ayo (2025), integra o Coletivo de Escritores Negros e participa das obras Meu Corpo Negro e Dois Olhares de Mulher. Filha, mãe, esposa e ativista dos direitos humanos, transforma arte, ancestralidade e educação em caminhos de resistência, pertencimento e transformação social.
Facebook: Josiane Prestes
Instagram: @josiane_prestes
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| Arte:Waldemar Max |


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