ARTE E CULTURA


Jeff Weigel e o Fantasma

Fantasma, o espírito-que-anda, personagem criado por Lee Falk, está completando 90 anos de publicação no dia 17 de fevereiro e o ColetiveArts, junto com o grupo Fantasma, o espírito-que-anda e com o canal Fantasma Brasil, estão organizando um evento comemorativo para festejar o aniversário deste herói que é imortal.

Prosseguindo a nossa jornada rumo a esta data comemorativa tão importante para nós que amamos os quadrinhos do Fantasma, fomos conversar com Jeff Wiegel, ilustrador das páginas dominicais do espírito-que-anda desde 2017.

Jeff além de um grande artista, é uma pessoa muito simpática e generosa. Veja como foi a conversa com ele.

Jeff Weigel

Jorginho: Quem é Jeff Weigel? Como você se definiria? 

Jeff Weigel: Sou um viúvo de 67 anos que mora em Belleville, Illinois, nos EUA. Passei muitos anos como designer gráfico, trabalhando em projetos como design de embalagens, relatórios anuais, materiais publicitários e programas de identidade corporativa, mas os quadrinhos foram minha primeira paixão e eu os fazia nas horas vagas enquanto trabalhava como designer. Trabalhei bastante para a Big Bang Comics, um título publicado pela Image Comics nos Estados Unidos. Também trabalhei em diversos livros infantis, livros de curiosidades e romances gráficos para editoras tradicionais como ScholasticAndrews McMeel, HarperCollins e outras.


Jorginho: Quando e como a literatura e a leitura de histórias em quadrinhos entraram em suas vidas, e quais personagens e histórias marcaram sua infância?

Jeff Weigel: Adquiri minhas primeiras histórias em quadrinhos aos sete anos, na primavera de 1966 (logo após a estreia da série de TV do Batman). Apaixonei-me pelo gênero imediatamente. No início, acompanhava principalmente os quadrinhos de super-heróis da DC, mas na adolescência devorava as histórias em quadrinhos tanto da DC quanto da Marvel. Também adorava literatura de ficção científica na adolescência.

Jorginho: Quando e como o desenho entrou na sua vida?

Jeff Weigel: Assim que tive contato com histórias em quadrinhos, comecei a tentar desenhar como os artistas que criavam meus livros favoritos. Lembro-me de copiar desenhos do Batman e do Demolidor usando uma caneta Bic e papel carbono. Aos poucos, aprendi o suficiente com esse processo para começar a criar meus próprios desenhos e, eventualmente, criar meus próprios personagens e histórias em quadrinhos.

Jorginho: Quais são as suas maiores influências no desenho?

Jeff Weigel: Minhas maiores influências e inspirações foram os artistas da Era de Prata dos quadrinhos — talentos como Curt Swan (Superman), Murphy Anderson (um prolífico arte-finalista da DC), Neal Adams (Batman, Lanterna Verde/Arqueiro Verde e muitos outros títulos) e Gene Colan (Demolidor, Capitão América). Na adolescência, descobri o Príncipe Valente de Hal Foster, o Flash Gordon de Alex Raymond e Rip Kirby. Há muitos outros artistas daquela época que também me influenciaram — tantos que seria impossível listar todos aqui. Como todo artista, me apoio nos ombros dos gigantes que vieram antes de mim.


Jorginho: Como foi o inicio de sua carreira?

Jeff Weigel: Consegui meu primeiro trabalho profissional em quadrinhos depois de conhecer Gary Carlson, co-criador e editor da Big Bang Comics, em uma convenção de quadrinhos em Chicago, em 1995. Depois de trabalhar algum tempo para a Big Bang, passei a ilustrar e escrever livros infantis e romances gráficos para editoras tradicionais de livros infantis.

Jorginho: Como surgiu a oportunidade de desenhar o Fantasma?

Jeff Weigel: Terry Beatty entrou em contato comigo pelo Facebook em 2017. Ele estava planejando deixar a tira dominical do Fantasma e estava sondando alguns artistas que ele achava que poderiam se encaixar bem co o espírito-que-anda. Terry e eu não nos conhecíamos, mas meu trabalho com quadrinhos havia sido apresentado a ele por um amigo em comum — Rick Burchett, um profissional de quadrinhos de longa data. Depois que os editores da King Features analisaram os candidatos que Terry apresentou, me ofereceram o trabalho. Com certeza foi a oportunidade da minha vida!

Jorginho: O que significa para você trabalhar com a personagem?

Jeff Weigel: Desenhar a tira dominical do Fantasma é uma honra! Não só é o ponto alto da minha carreira profissional, como também é um privilégio único dar continuidade às aventuras de um dos maiores personagens de quadrinhos da história — o pai de todos os super-heróis que vieram depois dele.

Jorginho: Quais artistas que trabalharam ou estão trabalhando atualmente com O Fantasma você mais admira?

Jeff Weigel: Certamente Sy Barry, que teve uma carreira brilhante nos quadrinhos mesmo antes de se juntar ao Fantasma, e cujo trabalho na tira estabeleceu um novo padrão para o personagem, atualizando o visual e a abordagem do Espírito Que Anda para uma nova era. Acredito que o Fantasma teria caído no esquecimento e desaparecido das páginas dos quadrinhos se não fosse pela contribuição de Sy Barry para revitalizar o personagem.

Jorginho: A que você atribui o sucesso e a longevidade da personagem?

Jeff Weigel: Sinceramente, não sei o que há no Fantasma que inspira tanta lealdade nos fãs há nove décadas. Muitos personagens e heróis surgiram e desapareceram desde 1936, mas o Fantasma ainda ocupa um lugar especial no coração de milhões de fãs, jovens e idosos. Existe uma alquimia peculiar por trás dessa longevidade que desafia uma explicação simples.

Jorginho: Quais são seus  projetos para o futuro?

Jeff Weigel: Aos 67 anos, estou aposentado da rotina diária. Não tenho projetos futuros no horizonte além de acompanhar o sucesso de O Fantasma em sua próxima década.

Jorginho: Deixe sua mensagem para os leitores da Arte e Cultura neste 90º aniversário de O Fantasma.

Jeff Weigel: Agradeço a todos os fãs que apreciaram e incentivaram minhas contribuições para as aventuras do Fantasma ao longo dos nove anos em que trabalho nas páginas dominicais. VIDA LONGA AO ESPÍRITO-QUE-ANDA!


Jeff Weigel

Face: AQUI

Insta: AQUI

"Desenhar a tira dominical do Fantasma é uma honra! Não só é o ponto alto da minha carreira profissional, como também é um privilégio único dar continuidade às aventuras de um dos maiores personagens de quadrinhos
da história — o pai de todos os super-heróis
que vieram depois dele."
Jeff Weigel


E no dia 17 de fevereiro de 2026:

1936 - 2026

Programação especial aqui no blog do Coletive, em breve cronograma do evento!

Confiram como está sendo a caminhada até o grande dia:

Direto ao Ponto GG clique AQUI

Dossiê Kobielski clique AQUI

Arte e Cultura com Dedy Edson AQUI

Arte e Cultura com Glaucio Cardoso (Canal Fantasma Brasil) AQUI

Arte e Cultura com Fabio Alves (ilustrador do Fantasma) AQUI

Arte e Cultura com Sabino (editor do blog Fantasma Brasil) AQUI

Arte e Cultura com Murilo Almeida (cosplayer do Fantasma) AQUI

Arte e Cultura com Higor Lopes (Editora Mythos) AQUI


Fantasma 90 anos é um evento do ColetiveArts em parceria com o grupo  Fantasma - o espírito que anda (face)  e com o canal Fantasma Brasil (YouTube)
Jorginho

Jorginho é PedagogoFilósofo, graduando em Artes, com pós graduação em Artes na Educação Infantil, ilustrador com trabalhos publicados no Brasil e exterior, é agitador cultural, um dos membros fundadores do ColetiveArts, editor do site Coletive em Movimento, produtor do podcast Coletive Som - A voz da arte, já foi curador de exposições físicas e virtuais, organizou eventos geeks/nerds, é apaixonado por quadrinhos, literatura, rock n' rol e cinema. É ativista pela Doação de Órgãos e luta contra a Alienação Parental.

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

DIRETO DA COLETIVE CAVERNA!
COLETIVEARTS, 07 ANOS DE VIDA,
CONTANDO HISTÓRIAS, 
CRIANDO MUNDOS!



SIGA-NOS EM NOSSAS REDES SOCIAIS:
Facebook: AQUI Instagram: AQUI YouTube: AQUI Twitter: AQUI
Sempre algo interessante
para contar!

Postar um comentário

1 Comentários