EXPOSIÇÃO WALMIR AMARAL, UM ESPÍRITO-QUE-ANDA

EXPOSIÇÃO WALMIR AMARAL,

 UM ESPÍRITO-QUE-ANDA


Walmir Amaral de Oliveira. Walmir Amaral.

Amaral.

Falar sobre este verdadeiro gigante da nona arte brasileiro, para mim, é como falar de algum familiar, uma espécie de parente.

Sim, porque desde os oito anos de idade, quando descobri as histórias do Fantasma e de outros personagens como Mandrake, Flash Gordon e mais nas revistas da Rio Gráfica e Editora ( RGE ), eu cresci com ele estampando seu traço limpo, lindo, característico e inconfundível nas capas dessas publicações. 

Era como um “tio” que me acompanhava desde então, em todos os momentos…

O Fantasma do Walmir, junto com o do lendário Sy Barry, era e ainda é para mim a cara do personagem.

Dois estilos belíssimos que no meu entender se fundiam para formar uma unidade, a representação definitiva do Espirito-Que-Anda.

No Brasil, ninguém desenhou mais e melhor o herói do que o Walmir. Era realmente o “Fantasma Brasil” como era chamado e como estampava suas lindas dedicatórias e autógrafos.

Conhecer o Walmir, passar horas agradáveis em sua companhia com grandes papos sobre quadrinhos e vários outros assuntos, e mais, de certa forma travar uma certa amizade com um dos teus ídolos de toda a vida, além de ser a realização do sonho de um fã, foi algo de ao mesmo tempo surreal e maravilhoso.

Quando da sua passagem foi como realmente perder um ente querido.

Walmir é eterno.

Um dos maiores quadrinistas de todos os tempos. 

Não só do Brasil.

Viva Walmir!

Walmir Amaral e Fábio Ramiro Fuhr























Um Mestre dos Quadrinhos


Entrevista exclusiva e inédita de Walmir Amaral para edição especial do fanzine Mundo Gibi (Paulo Kobielski)

Março de 2021

Mundo Gibi: O que o levou a desenhar? Quais foram os artistas que te inspiraram? Tuas referências?

Walmir Amaral: Desde criança, sempre fui um leitor assíduo de histórias em quadrinhos. Minha mãe me mandava comprar (toda quinta-feira e todo domingo) a revista GIBI e o GLOBO SEMANAL (um tipo de jornal de quadrinhos, que só vendia aos domingos). De repente, percebi que eu gostava muito de desenhar e que tinha um dom para isto. Vivia rabiscando os meus cadernos escolares e também em qualquer lugar em que eu pudesse desenhar. Todos gostavam muito dos meus desenhos, e diziam que eu era um artista. Isto me incentivou a ser um desenhista em história em quadrinhos. Os artistas que me inspiravam nesta época, eram:  Alex Raymond, John Cullen Murphy, Burne Hogart, Al Capp, Milton Caniff, Hal Foster, e outros. Minhas Referências eram:  Alex Raymond e Milton Caniff.

MG: Quando e como você começou a desenhar profissionalmente? Quais foram seus primeiros trabalhos?

WA: Comecei a desenhar profissionalmente aos 17 anos, na RGE. Meus primeiros trabalhos foram completando os quadrinhos americanos. Logo depois comecei a desenhar capas e histórias em quadrinhos. Posteriormente, escrevi e desenhei 10 páginas do Cavaleiro Negro, como deu tudo certo, daí em diante, comecei a desenhar profissionalmente (capas, anúncios, quadrinhos e outros).

MG: Além da RGE, você trabalhou um período na editora Outubro/Taika. Você saiu da RGE nesse período? Poderia explicar?

WA: Eu nunca saí da RGE, lá era o meu carro chefe/porto seguro, foi a minha escola. Naquela época, não trocaria a RGE por nenhuma outra editora. Eu já desenhava:  Fantasma, Mandrake, Cavaleiro Negro, Flecha Ligeira e Águia Negra. Também fazia uns desenhos, para algumas editoras de São Paulo, como:  outubro, Abril, Taika e outras editoras menores.

MG:  Você foi um dos artistas que mais produziu histórias em quadrinhos no Brasil, entre os anos de 1950/1970. Chegando a produzir mais de 100 páginas por mês. Como era sua rotina de produção nessa época?

WA: Minha rotina de produção nesta época, era muito intensa, mais ao mesmo tempo, era muito feliz.Eu tinha uma equipe do Fantasma, com desenhistas novatos e muito talentosos, como :  Adauto Silva, Wanderley Mayhé, e o meu grande amigo Milton Sardella. Naquela época, também desenhavam o Fantasma :  Júlio Shimamoto e Antonino Homobono.

MG: Além de desenhar quadrinhos e produzir belíssimas capas, você também escrevia os roteiros das histórias. O que foi mais prazeroso para você? Desenhar ou escrever? Por quê?

WA: Ambos, tanto desenhar como criar histórias, me faz muito bem.  Eu desenhava, criava os textos e corrigia, tudo ao mesmo tempo.

MG: Você desenhou muitas histórias e produziu muitas capas do Fantasma, inclusive para a Suécia. Ao que se deve a longevidade desse personagem (mais de 80 anos)? O que mais você gostava no Fantasma?

WA: Eu acho que a longevidade do Fantasma se deve, por ele ser um personagem:  forte, inteligente, valente e mascarado. Suas histórias atraem os leitores, porque sempre mostram:  a floresta, muitos animais, índios, piratas e cenas de lutas/guerras. Ao mesmo tempo, mostra a luta contra os bandidos comuns, na cidade de Nova York. O que eu gosto do Fantasma, é que ele é um personagem forte, misterioso e com muita personalidade; ele combina com todas as épocas. Acho que ele estará sempre em foco.

MG: Você acha que o Fantasma está fora de moda? Ainda existe lugar para esse herói?

WA: É claro que não.  Sempre haverá um leitor, se achando um Fantasma também. Sempre existirá um lugar para este herói!!!   E tenho certeza de que ele é eterno.

MG: Costuma ler histórias em quadrinhos nos dias de hoje? O que acha dos quadrinhos atuais?

WA: Sim, continuo lendo histórias em quadrinhos. Não sou saudosista; mas acho que os quadrinhos atuais, não tem a magia dos quadrinhos antigos.

MG: Desde já agradeço sua disponibilidade e atenção.

WA: Eu é que agradeço a sua atenção.

WALMIR, SIMPLESMENTE WALMIR




Fotos do acervo pessoal de Helio Guerra


Fotos do acervo pessoal de Fábio Ramiro Fuhr

Festa surpresa de  aniversário do Wamir de 80 anos
acervo familiar











Confraria do Gibi, acervo familiar



Em São Paulo com amigos, acervo familiar

















Walmir com a esposa Marlene na festa da bisneta Valentina


Walmir com a esposa Marlene no quiosque na praia, no dia dos namorados  em 2023


Walmir com o neto Victor Hugo e o bisneto Arthur. 


Walmir com o irmão  Zezinho


Walmir fazendo o que lhe deixou imortal: desenhando (2023)


Heróis, bom, heróis vivem para sempre!


Agradecimento especial para Mônica Amaral, filha de Walmir, por toda a atenção e gentileza nos dada. A arte de seu pai reverbera em nossas mentes e nossos coraçãos. Gratidão Mônica, gratidão Walmir.
Jorginho

CURADORIA:
"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

DIRETO DA COLETIVE CAVERNA!
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1 Comentários

  1. Walmir Amaral, o maior dos quadrinhos brasileiros, manteve sempre a qualidade, produziu muito, o mestre.

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