
A
saudade é um sentimento dúbio. Gera incertezas, questionamentos e no fim não se
sabe se é bom ou ruim. São dúvidas que a gente leva com a gente até o fim da
vida e nos faz refletir e sofrer calado ou extravasa de alguma forma.
Gomes
é um exemplo de como o ser humano é indecifrável. Não só ele, mas toda a raça.
Hora calado, em outros momentos, gasta as palavras, sente falta de um tempo em
que de uma empresa em que trabalhou por anos e que era bem quisto, mesmo com
seu jeito misterioso, era querido e era figura interessante e agradável de se
estar por perto.
Juca
sente saudade de onde morava. No bairro onde residia, era um local agradável,
daqueles locais bucólicos, onde t u é conhecido pelo jeito de andar. Juca com o
seu jeito peculiar, é um sujeito diferenciado e cativante. No tempo que
habitava no seu bairro de coração, experimentou de tudo e isso lhe deixou
sequelas, hoje em dia, está devagar, curtindo um som no seu espaço pequeno, mas
aconchegante.
Trajano
vive sentido saudade do seu amor. Quando o seu amor não está próximo e vive
distante, vive agoniado e triste. Como se estivesse faltando um pedaço, sente
um vazio e alegria volta com a presença do amor da sua vida. Sem juízo de
valor, desprendimentos, sente-se bem com que ama e lhe deixa feliz.
Peixoto
é daqueles saudosistas de marca maior. Vive dizendo em que antigamente tudo era
melhor e existia qualidade em tudo. Isso valia para qualquer situação. No
esporte, música, carnaval, artes cênicas, no que for, na época em que
vivenciou. Não que o seja um detrator dos tempos atuais, mas não lhe anima
muito e não lhe dá entusiasmo. Prefere seguir a vida do jeito que o rei mandou.
A
saudade é diferente para cada um e cada um lida do seu jeito e pode ser um
sentimento bom ou ruim.
| Daniel Filósofo |

0 Comentários