
Liberdade de Expressão
Acompanhamos, na última semana, o caso do humorista Léo Lins, que, em junho do ano passado, foi condenado em primeira instância, a 8 anos de prisão, multa de 1.170 salários mínimos e R$300 mil por danos morais coletivos, devido a piadas feitas em um show de stand up comedy. Antes disso, o conteúdo já havia sido removido das redes e o seu direito de ir e vir, cerceado, prejudicando suas turnês.
De fato, o conteúdo de suas piadas se referia a minorias, como portadores de deficiência, ou temas como escravidão. Concordo que seja de péssimo gosto satirizar pessoas que já sofrem com suas condições. Mas daí a ser considerado crime? Há de se ter discernimento para distinguir o que é apenas uma piada, ou um ato que discrimina diretamente uma pessoa. O assunto é bem polêmico e divide opiniões. Fato é que, dois dos três julgadores da quinta turma decidiram, esta semana, absolvê-lo, por entenderem não haver crime, ou preconceito. Em outros casos, humoristas estão sendo cancelados pelos contextos de suas piadas, que sempre foram seu ganha pão e com as quais fazem tanto sucesso.
A pergunta que fica: os humoristas devem ter liberdade para fazer as piadas que quiserem ( pois são apenas piadas, que não fazem mal a alguém), ou há de se ter um certo limite que, ao ser ultrapassado, mereça cancelamento (pois há pessoas que podem se sentir abaladas?) Qual seria a solução ou a decisão mais correta?
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| Mabel Südikum Gomes |



1 Comentários
Oi, Mabel, sou a Isab. Particularmente eu acho q é crime, sim. Sinto-me atacada e até mesmo violada qdo ouço piadas de gagos. Nao somos piadas, somos seres humanos com sentimentos. Qdo ouço piadas de outras deficiências me dá muita raiva. Pq precisam rir de pessoas? Se o trabalho dele é esse, ele que arrume um trabalho menos desumano. Quem se promove as custas da dor do outro deve, sim, pagar pelo seu crime. Bju no teu coração.
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