EJA DO SESC VISITA A MOSTRA DE FOTOGRAFIAS NO QUIOSQUE
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Nos dias 17 e 22 de abril as turmas de EJA do SESC Gravataí visitaram a mostra fotográfica “O início do fim – os sinais que antecedem o feminicídio”.
Em ambas as apresentações tivemos o apoio da Secretaria Muncipal da Cultura, com a presença da Mari Velleda, diretora do Quiosque e Izabel Cristina, diretora de cultura da SMC, respectivamente, apoio, este muito importante para nós. A mostra foi contemplada pelo projeto Portas Abertas, da secretaria de cultura de Gravataí.


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A apresentação foi bem tranquila e participativa. Como diretora de cultura do ColetiveArts iniciei apresentando o Coletive, o que fazemos, nosso alcance e como participar do nosso grupo. Também expliquei como a ideia surgiu e os passos da criação, apresentando a foto com os nomes de toda a equipe que fez parte do processo. Em seguida os alunos olharam as fotos e leram os textos para logo em seguida abrirmos para perguntas. Nas duas visitas a coordenadora de cultura Édina Santos me deu suporte técnico, respondendo perguntas e fotografando.
Todas nós percebemos o quanto as fotos impactaram muitos dos alunos presentes. Alguns relataram que se ouve falar, mas que ver as fotos é muito chocante, outras relataram que vivenciaram isso, tanto com parentes ou amigas como com elas próprias. Para mim é muito importante ter esse retorno, ver a emoção nos olhos dos visitantes é algo indescritível. Em ambos os dias me perguntaram porque eu fiz aquelas fotos e se eu acho que elas podem ajudar a reduzir o índice de feminicídio que assola o país. Eu respondo que se a mostra for capaz de tocar a consciência de alguém eu já me sentirei contemplada. Que se alguma menina, adolescente ou adulta sair de lá com a certeza de que “não existe outro portal para que o ser humano chegue a Terra que não seja o útero da mulher” e que elas não podem aceitar menos do que recebiam em casa de seus pais, ou se um menino, adolescente ou adulto sair de lá com a consciência de que não pode usar a força física nem a psicológica sobre outra pessoa, que devem tratar a namorada/esposa como queria que seu pai tratasse sua mãe ou seu genro tratasse sua filha, a missão da mostra já foi cumprida.

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Não temos a intenção de mudar o mundo, mas não me impediram de tentar fazer algo através da arte. Agradeço as professoras Paula e Karol, do EJA Sesc Gravataí e as duas intérpretes de Libras (fiquei muito emocionada com a participação de alunos surdos) do Sesc pela presença.
Gostaria muito de ver mais escolas visitando o espaço, mostrar essa realidade para os nossos jovens com o intuito de reduzir o índice de mortes pode ser uma utopia, mas é um sonho válido.
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| Isab-El Cristina |
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