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Tudo que se torna comum, corriqueiro, constante, no tecido social, termina enquadrado como Cultura.
Gosto da frase “A Cultura de um Povo é o seu Maior Patrimônio”, que decorei depois de ler tantas vezes nas laterais de ônibus, em São Paulo, ali pelo ano 2000. Soava como um insulto aos vândalos da pixação de edifícios - a extensa Avenida Santo Amaro era pixada do início ao fim, na década de 1990.
Em nossos dias, diabólicos dias, diga-se de passagem, o que tem se tornado Cultura para as mentes doentias é a prática de crimes de feminicídio e de suicídio, em grande escala, normalmente praticados por exemplares defeituosos masculinizados. Não ouso classificar como homens. Homens são feitos de outro barro.
Será que, por acaso, esses doentes estão pensando que realizam uma obra de arte? Onde já se viu, a morte classificada como arte…? Ora, saibam que depois do lançamento (do ato vil e covarde), serão enquadrados e esquecidos e amaldiçoados).
Mas o que dói mesmo, para os seres pensantes, é que essa prática corriqueira se torna uma Cultura Maligna, copiada por mentes doentes, fracas, incapazes de suportar contradições e rompimentos, e que atingem quem não tem nada a ver com o projeto. Como ficam e serão os filhos do doente que mata a companheira, atual ou ex, e se mata na sequência? Tragédia grega em profusão, em pleno século XXI.
Quando afirmava que “os pilares da sociedade estavam corrompidos” já nos anos 90, não imaginava que viajaríamos tão baixo. A coisa degringolou de vez. Maldita certeza: “Nada está tão ruim que não possa piorar”. E vejam, isso ocorre em todo lugar, o tempo todo. Não é só preocupante. É terrificante.
Tudo bem que a “Reaça d’Humana” nunca foi pacífica, o Diabo, que nomino de Força Negra em alguns escritos, sempre esteve onde há dois espécimes, mas houveram avanços e a trégua e a conversa tem conseguido equilibrar as ações entre positivas e negativas, mas, o que se tem atualmente é o agravamento de negatividades que deveriam continuar de forma aleatória e não substanciais. Virou banal, cultural… (Gulp!)
O predicado que mata o sujeito e depois destrói o próprio verbo constrói um objeto indireto que entra para a Cultura temporal sem representar nenhuma frase artística, mas, tão somente a covardia humana, baseada em atos de extrema bravura: matar e morrer - pintada com a tinta suprema: o sangue inocente e próprio.
Estou criticando, mas não com a intenção de matar, esfolar, decapitar, isso quem fazia era aquela Instituição. O que almejo ao analisar e externar esse textículo é que a vida seja respeitada, vivida, valorada, afinal, continua sendo a obra mais valiosa dessa bola chamada Terra, uma verdadeira obra de arte… a vida como arte - e Cultura.
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| GG Carsan |
"G. G. Carsan é cidadão do mundo, gosta de caminhadas na natureza, tocar violão nas horas de folga, passar horas na internet papeando com os amigos, escrever editoriais e matérias nos seus grupos e páginas, preparar novos livros e poesias (quatro livros sendo finalizados e outros cinco iniciados), manter os storys atualizados, viajante internauta pelas imagens e mapas, faz caminhadas de verdade e adora um vinho da Serra Gaúcha... é um escritor brasileiro cujo principal lema de vida é valorizar a justiça, a honra e o caráter; escreve histórias reais e ficções e tem quatorze produções publicadas entre livros físicos e e-books (o último: Crônicas Que Não Querem Calar, de março de 2025). É um colecionador, divulgador e historiador do personagem de quadrinhos TEX, com uma dúzia de exposições em eventos pelo Brasil, quatro livros publicados, páginas e grupos na internet desde 2002, cinco temporadas no canal do youtube "Tex Show", uma dúzia lives na página Texianos Live Show e foi o primeiro cosplay do personagem no Brasil.
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