
Respeito à cultura brasileira
Em pleno ano de 2026, ainda é triste perceber que o preconceito religioso continua presente em nossa sociedade. A reportagem divulgada no dia 1º de junho, mostrando ataques a uma atividade cultural realizada em uma escola pública do Distrito Federal, revela o quanto ainda precisamos avançar no respeito às diferenças.
O simples som dos tambores, tão presente na história e na formação cultural do Brasil, foi confundido com algo negativo e tratado com intolerância. Mais preocupante ainda é ver esse discurso direcionado a uma atividade educativa, realizada justamente para apresentar aos estudantes parte da riqueza da cultura afro-brasileira.
A escola tem um papel fundamental na formação cidadã. Ensinar cultura não significa ensinar religião. Significa apresentar a história, as tradições e as contribuições dos diversos povos que construíram o nosso país. Da mesma forma que aprendemos sobre o Carnaval, as festas juninas, as tradições indígenas, a imigração europeia e tantas outras manifestações culturais, também devemos conhecer a cultura afro-brasileira, que faz parte da identidade nacional.
Negar esse conhecimento é negar uma parte da própria história do Brasil.
O respeito às diferentes crenças e manifestações culturais é um princípio garantido pela Constituição e um valor que deve ser cultivado desde a infância. A diversidade não ameaça ninguém; ao contrário, amplia nosso olhar e fortalece a convivência democrática.
Que possamos construir uma sociedade onde o conhecimento substitua o preconceito e onde nossas escolas continuem sendo espaços de aprendizado, cultura e inclusão. Afinal, educar também é ensinar a respeitar aquilo que é diferente de nós.
Porque cultura não deve ser motivo de intolerância, mas sim de orgulho e reconhecimento da pluralidade que faz do Brasil um país tão rico em tradições e saberes.
Para ler mais: clique sobre matéria no G1, clique AQUI
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| Arte:Waldemar Max |
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1 Comentários
Oi, Magda, sou a Isab-El. Sim, a intolerância, o medo e o ódio contra as religiões afro são, no mínimo, coisa de acéfalo. Quem tem o mínimo de inteligência pode querer conhecer até para entender o q cada gesto, cada ação significam. O pavor do mal imputado a religiões afro vem crescendo sem que as pessoas procurem o conhecimento. Caminham gritando com vendas nos olhos, mas nao querem tirar. E qdo uma escola, que aliás é função dela, tenta mostrar, é criminalizada.
ResponderExcluirBelo texto de reflexão. Sigamos na luta.
Mãe Isab-El de Iansã