
Mãe do Subúrbio
Ah o subúrbio e suas idiossincrasias. Não importa o Estado, cidade, onde for, sempre haverá algo de interessante, bons personagens, gente simples e lembranças a se guardar por uma vida e que se renovam ao amanhecer de um novo dia ou quando nasce uma criança.
No Rio de Janeiro, o subúrbio é a cara e coração da cidade. Tem vida própria, inspiração de cronistas, escritores, jornalistas ou de quem abrilhanta com sua composição musical.
Num desses bairros tradicionais do subúrbio carioca, vive dona Telma. Daquelas donas de casa tradicionalíssima, que não se vê mais por aí. Dizem que está em extinção. Casada com o seu primeiro namorado, estão próximos de completar, bodas de ouro. Mãezona, daquelas que faz tudo pelos filhos, tem dois rapazes, que a tratam como rainha.
Cozinheira de mão cheia, domina a cozinha como ninguém. Faz um mocotó de lamber os beiços. A cozinha é seu domínio e conhece cada canto da casa. Aliás, curte bastante estar em casa, no seu canto, fazendo suas atividades, tendo o seu momento particular. O que lhe faz ir para rua com prazer, é estar no mercado ou em alguma loja de artigos domésticos. Se lhe convidar, logo cedo, já está pronta e preparada para cumprir a sua missão.
Se lhe convida para ir num shopping comer algo ou dar uma saída em qualquer outro lugar, dificilmente irá. Prefere a sua casa. Em casa, está sempre fazendo alguma atividade, nunca está parada. És de uma timidez tamanha, mas tem suas boas tiradas, sabe ser engraçada no ponto certo, um amor de senhora.
| Daniel Filósofo |
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| Arte:Waldemar Max |
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