HOMENAGEM A MARIO QUINTANA NA CAFETERIA CAFÉ E LER
No último sábado, dia primeiro de agosto, a proprietária da cafeteria Café e Ler, Desirê Fernandes, juntamente com Tathiane Rodrigues, promoveu um encontro literário em homenagem ao aniversário de Mario Quintana, celebrado no dia 30 de julho.
O ColetiveArts foi representado pelos poetas Círio de Melo, Diovana Rodrigues, Isab-El Cristina e Maria Izabel Moreira. Logo na abertura, em uma roda de conversa muito descontraída, Tathi falou um pouco sobre a obra do "poetinha" e pediu para que eu contasse minha história com ele. Após relembrar como nos conhecemos e nossa vivência como mestre e pupila, pedi para a Tathi ler a crônica Fãzinha, publicada no livro Ora Bolas – O humor de Mario Quintana, de Juarez Fonseca, na qual o próprio Quintana relata esse nosso encontro com muito humor.
A primeira rodada foi dedicada às poesias de Quintana. Na sequência, Diovana Rodrigues lembrou que a escritora Zulair Maria de Souza também fazia aniversário no mesmo dia, o que transformou o segundo momento em um tributo às poesias dela. A terceira rodada foi a mais significativa. Vários poetas que já partiram foram citados e tiveram suas obras recitadas. Nomes como João Batista de Oliveira Gomes, Edilio Soares Fonseca, Bernardino Fialho, J.P. Fialho e Pedro Eltz foram lembrados como pioneiros da literatura em Gravataí que jamais podem ser esquecidos. Como dividi a mesma época com eles, recordei várias histórias e me emocionei quando Círio recitou Chapéu Velho, de João Batista. A memória de Círio sempre me encantou, mas saber essa poesia de cor me surpreendeu. É nessas horas que o coração aperta e me sinto um pouco sozinha; afinal, meus primeiros amigos literários já estão reunidos no andar de cima... Além dos quatro membros do Coletive e das anfitriãs, o evento contou com a presença do poeta Guilherme Ferdinando, que levou um exemplar antigo da obra de Quintana, de Duda Homem no registro fotográfico e de Talita Aquino no violão e voz.
Éramos poucos, mas o suficiente para construir uma bela tarde de memórias. O ColetiveArts e a cafeteria Café e Ler desfrutam dessa parceria cultural com alegria e muita arte. E, para honrar a lembrança de Quintana, terminei o dia tomando um belo café acompanhado de um quindim.
"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."
08 ANOS DE VIDA,
SENDO A MAÇÃ DE ALGUNS,
EU SOU A MOSCA QUE POUSOU
EM SUA SOPA, EU SOU A MOSCA
NO SEU PRATO A
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