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 TEMPO. LIBERDADE. AUTONOMIA

Saber que eu consigo não aceitar os gatilhos que chegam até mim me convidando para surtar. Conseguir olhar para uma pessoa ou para uma situação e escolher dizer: “Não. Eu não vou vibrar aí nesse lugar.” 

Ser protagonista. CEO da própria vida, sabe como? 

Mas não aquela protagonista que precisa ser heroína o tempo inteiro. Que precisa dar conta de tudo, acertar sempre, salvar o mundo e ainda terminar o dia sorrindo como se nada tivesse acontecido. 

Talvez ser protagonista seja justamente abandonar essa obrigação. 

É assumir o próprio lugar. Escolher. Decidir. Criar. Fazer acontecer. E entender que fazer acontecer também inclui errar. 

Porque eu já errei muitas vezes tentando acertar. 

Hoje, quero poder olhar para o erro sem carregar o peso da culpa. Assumir a responsabilidade pelo que fiz, aprender o que precisa ser aprendido e tentar fazer diferente quando a vida me der uma próxima oportunidade. 

Isso também é autonomia. 

Ter consciência da minha força emocional não significa acreditar que nada mais vai me atingir. Significa saber que, quando os desafios vierem, eu posso atravessá-los sem permitir que me paralisem. 

Livre é quem não depende das circunstâncias para ser feliz. 

É quem aprende a não entregar ao que acontece do lado de fora o poder de decidir tudo o que acontece do lado de dentro. 

É quem consegue manter a própria luz acesa. Não porque nunca escurece, mas porque aprendeu que pode acendê-la outra vez. 

Talvez esse seja o verdadeiro sentido de liberdade. 

Não ficar esperando que a vida aconteça. 

Participar da construção dela. 

Sem a obrigação de ser heroína.

Sem precisar acertar sempre.

Sem entregar a própria história nas mãos dos outros. 

Porque, no fim, a gente pode perder algumas coisas pelo caminho. 

Só não pode perder a si mesmo.













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Texto: Cris Clezar

Facebook: Cris Clezar

Instagram: @crisclezaroficial

Arte: Adriana Tavares

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

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