
David Gilmour
Existem artistas que vão além do seu campo de visão, resolvem arriscar ir por outro caminho e acertam na sua direção. Há alguns exemplos de artistas que souberam trilhar com maestria sua carreira solo: artisticamente, melhoraram o seu trabalho e nos apresentaram outra faceta.
Em linhas tortas, vou falar de um artista com "A" maiúsculo, que é um exemplo do que citei na primeira estrofe. David Gilmour, eterno integrante do Pink Floyd, construiu sua fama na banda ao lado de outros artistas de qualidade. Mas hoje a coluna é para falar da carreira solo de Gilmour, essencialmente do seu primeiro trabalho.
Composto no período de novembro de 1977 a janeiro de 1978 e lançado em maio de 1978, o álbum foi produzido por Gilmour, que escolheu antigos companheiros para tocar ao seu lado. Além de Gilmour na voz e guitarra, o disco contava com Rick Wills (baixo) e Willie Wilson (bateria), que tocaram juntos nas bandas Joker's Wild e Bullitt antes de Gilmour entrar para o Pink Floyd.
O álbum possui 9 faixas. Aqui, o ouvinte irá escutar um som totalmente diferente do que se ouviu do guitarrista no Pink Floyd. É isso o que dá um charme a mais a esse trabalho. Não tem nada igual, só o fato de ser o mesmo guitarrista, e só. Gilmour é daqueles guitarristas de timbre único e calcado no blues. No primeiro acorde, percebe-se quem está tocando. O disco é daqueles em que é difícil destacar uma canção; todas merecem a audição atenta de quem ouve. O álbum começa com uma canção instrumental bem agradável de se ouvir e que não soa cansativa. Uma faixa que mostra o porquê de esse primeiro trabalho solo ser estupendo é a canção "I Can't Breathe Anymore". Outra que merece atenção é a faixa "No Way", que mostra todo o talento de Gilmour com a guitarra. Esse é daqueles discos que todo fã de Rock 'n' Roll tem que ter em casa e, se nunca escutou, trate de ouvir logo.

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