LUTO E MILITAR, MEUS VERBOS PREFERIDOS
Desde muito jovem que eu conheço os verbos luto e militar e sobre esses verbos eu forjei minha alegria. No último dia 25 de outubro mais uma vez eu senti a alegria de estar do lado certo da história defendendo a democracia.
Pela quarta vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é eleito, por votação direta, livremente manifestada pela maioria do povo brasileiro. Mas não apenas a vitória é importante. Essa é a vitória mais importante da história devido a tudo o que ela representa.
Há poucos anos existia esquerda e direita, no decorrer do tempo veio o centrão, que, para mim, é um jeito educado de não ter lado definido, mas minha opinião não importa, estou apenas relatando fatos. Nos últimos anos uma nova vertente política veio para assombrar nossa democracia: o bolsonarismo.
Enquanto a direita e a esquerda disputavam as eleições de maneira civilizada, a democracia era respeitada. Após a implementação do bolsonarismo houve perda total de sanidade. Vimos pessoas rezando para pneu; bebendo detergente; negando ciência; debochando da pandemia; depredando os Três Poderes; municiando o PCC e o CV; jogando crimes para debaixo do tapete; defendendo criminosos; fazendo planos para matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes; pedindo à equipe de Trump sanções a Moraes, Gilmar e Dino entre outras insanidades. O povo mais desavisado chamando isso de direita foi o maior crime, a maior lavagem cerebral que o país já viu. Insanidade coletiva. Pois isso não representa a direita que eu conheço desde muito jovem.
Isso tudo causou um enorme prejuízo ao Brasil, um cenário nunca visto. O ódio ao PT passou a ser impregnado no DNA dos brasileiros que nem mesmo sabem porque odeiam o Lula e os petistas. Odiar o PT e o Lula passou a ser regra, tirar o PT passou a ser razão de vida, chamar o Lula de ladrão mesmo sem saber o que ele roubou passou a ser ensinado de pai para filho. Logo após o primeiro turno vi um adolescente chamar o Lula de ladrão e perguntei o que ele roubou .O garoto ficou sem resposta, ao mesmo tempo que a mãe me criticou por questionar o filho. Ou seja, ela deixa o filho repetir qualquer coisa que ouve, sem verdades, sem bases, nada. Apenas o ódio falando mais alto.
Mas o povo tem verdade e tem poder. E o Lula passa a ser o único presidente eleito pela quarta vez pelo voto direto (2002, 2006, 2022, 2026). O único presidente que não conseguiu a reeleição continua sendo justamente Jair Messias Bolsonaro.
E é aí que entram meus verbos preferidos: luto e militar. A militância petista mostrou sua coragem e sua garra e partimos para a luta. Tentar virar voto a voto, desfazer cada mentira, explicar cada mal entendido... não foi fácil... O oponente vive de mentiras e a cada dia mais uma se apresentava como verdade. As vezes eu achava que eu vivia em um país diferente do que aquelas pessoas viviam. Eu via pessoas queridas totalmente convencidas de que estavam certas. Até a história de “virar jacaré se tomasse vacina” foi assimilada como verdade e isso matou muita gente. Ver pessoas que eu amo dizer que votariam num miliciano só para tirar o PT me doía muito. Quando tentávamos falar só se ouvia: “E o PT? E o Lula?”... mas sem base nem verdade...
A militância estava adormecida diante de tanta fake news, de tanto ódio, mas fomos guiados pelo amor à democracia e por algumas pessoas com muita garra. Em primeiro lugar o nosso presidente que no dia 27 de outubro completará 81 anos, mas com a garra de um jovem. Um ser iluminado que veio ao mundo para ajudar os mais pobres. André Janones (REDE – MG), o famoso “general da democracia”, alcunha dada pelo presidente durante o discurso da vitória. Janones, aos gritos, levantou a militância e nos muniu de verdades para combater as mentiras. Naiton Luís Gama (candidato a deputado federal) um jovem eletrotécnico industrial que lembra o jovem Lula em 1979 no ABC Paulista e o deputado estadual eleito pelo RS, Leonel Radde, historiador, jurista, escrivão da polícia civil que não tem medo de abrir a boca e detonar quem não respeita a democracia. Para mim esses quatro foram fundamentais.
Agora temos quatro anos de luta contra o resquício de ódio que ainda permanece. Nunca mais veremos a carinha do Lula da urna, mas espero que até lá já tenhamos um novo nome de esquerda, que a direita se separe totalmente do bolsonarismo e volte a ser a direita que conhecemos. Não podemos mais arriscar perder a soberania nacional para uma família de milicianos nazifascistas.
Queira Oxalá que logo o bolsonarismo seja comparado ao nazismo e enquadrado como crime.
Parabéns, presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Feliz aniversário, Lula.
Parabéns, militância. Merecemos essa vitória. O Brasil merece continuar sendo dos brasileiros, dos verdadeiros patriotas.
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| Isab-El Cristina |
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| Arte:Waldemar Max |
EM SUA SOPA, EU SOU A MOSCA
NO SEU PRATO A
ZUMBIZAR!


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