
Se for pelo bem estar da maioria e não pelo lucro de poucos, é possível

A
luta por um transporte público, gratuito e de qualidade vem de longa data.
"A Revolta do Buzu" (Salvador, 2003) e "A Revolta da
Catraca" (Florianópolis, 2004/2005) lutaram contra os alimentos abusivos
das passagens de ônibus e são considerados por muitos como as raízes do
"Movimento Passe Livre", formalizado durante o Fórum Social
Mundial" (Porto Alegre, 2005). O movimento buscava ser autônomo,
horizontal e apartidário. O objetivo principal sempre foi o transporte
gratuito e universal, já existente na época, em cidades dos EUA e
Bélgica.
Hoje,
existem mais de 100 cidades no Brasil com a Tarifa Zero. Isso demonstra que o
tido por muitos como utopia, é plenamente viável.
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Embora
o governo do Partido dos Trabalhadores diga ser favorável a Tarifa Zero em todo
o país e até fale em projetos para o que vemos na prática são mais
privatizações e financiamentos volumosos para os empresários. Isso vai no
sentido oposto a Tarifa Zero.
Vou
detalhar mais sobre este último ponto apresentado para os que ainda não
conseguiram entender.
Diferente
de uma empresa privada, que tem como principal objetivo o lucro, a empresa
pública tem como principal objetivo atender a uma necessidade da população, sem
pensar no lucro. No caso do transporte público, o principal objetivo da empresa
pública, seria garantir o direito constitucional à mobilidade urbana.

Como
na maioria dos casos as empresas de transportes estão na mão da iniciativa
privada, o valor das passagens se torna insuficiente para bancar os altos
gastos para os ônibus rodar e ainda gerar o lucro do patrão. Como as
passagens já estão muito caras e não podem ficar inviáveis, hoje é comum que
governos usem dinheiro público para completar o valor.
Mesmo
assim, a ganância empresarial não tem fim e se economiza na manutenção, número
de funcionários, número de ônibus circulando e daí por diante.
Segundo
matéria do jornal A Hora dos Trabalhadores, número 1, dados da prefeitura de
Porto Alegre mostram que cerca de 20/. do custo anual do sistema de transporte
da cidade (sento e setenta e seis milhões de reais) é para remuneração de capital,
ou seja, para o bolso dos acionistas.
E
eles vivem reclamando da difícil vida do empresário, que o passe livre de
estudantes e idosos dão prejuízo..., mas ninguém vê um dono de empresa de
ônibus andando de ônibus. Estão todos por aí com seus carrões, curtindo
restaurantes granfinos e transando motéis de luxo.
Conseguem entender ou querem que desenhe?
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