
Na subida do morro
Na
subida me contaram.... assim começava o samba clássico do Moreira da Silva,
icônico cantor que é a personificação da verdadeira malandragem carioca. Pela
cidade, ainda tem alguns que segue os bons costumes da velha escola da
malandragem, mantendo o suingado e a malemolência.
Num
subúrbio qualquer do Rio de janeiro, há uma subida do morro em que se encontra
uma malandragem de respeito. É uma turma que foram criados juntos, são antigos
no bairro e arredores e são pessoas comuns, que se vê no cotidiano de qualquer
lugar por aí.
Essa
turma antiga, sempre se encontra para jogar se dominó, carteado e jogar
conversa fora. Enquanto isso, aquele cheiro de comida no ar, vai deixando o
ambiente aromatizado. Já é corriqueiro, dona Neuza, sempre distribuir caldinho
de feijão, enquanto a rapaziada, vai bebendo sua cachacinha depois da jogatina.
Isso é todo dia.
As
crianças ainda conseguem brincar por ali. A turminha está sempre junta,
aproveitando bem a idade e sem preocupação de como será o amanhã, somente quer
curtir, sem medo de ser feliz. Bem no alto do morro, antes do campinho, tem uma
bela mangueira, em que um guri sobe para pegar uma manga para saborear e
aproveita para distribuir aos amigos.
A
associação de moradores, é o ponto de encontro dos moradores para discutir o
que se pode melhorar no morro e no bairro em sim. Peixoto, presidente da
associação por anos, comanda com sabedoria e sensibilidade, isso o faz ser
respeitado pela maioria dos moradores, que o ajudam a manter o local, um
habitar, digno para se viver e com alegria.
| Daniel Filósofo |

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