A MÚSICA SEGUNDO O FILÓSOFO

 Paralamas do Sucesso  - Selvagem

As bandas brasileiras surgidas na década de 80, tem sua importância por tornar o Rock n’ Roll mais popular e acessível ao grande público nacional. Não que o estilo musical fosse desconhecido, só pertencia a guetos e nichos, ao um grupo em que sempre foi aficionado pelo estilo que é subversivo desde a pedra fundamental, lançada na década de 50. E o ano de 1986 foi um ano frutífero ao Rock brasileiro. Além do Paralamas, outras bandas contemporâneas, lançaram álbuns clássicos que são reverenciados até hoje. Titãs com o “Cabeça Dinossauro”, Legião com o “Dois”, Ira com o “Vivendo e Não Aprendendo”, Inocentes com “Pânico em SP”, entre outros mais.

Sobre o referido álbum e banda, “Selvagem” é um clássico atemporal da banda. Soando atual e não repetitivo, apresentou uma banda entrosada, criativa tanto musicalmente e em seu texto. E esse trabalho, mostrou que souberam ser ousados. Um ano depois de uma boa apresentação no primeiro Rock in Rio, a banda lança seu terceiro álbum que é reverenciado e cultuado até os dias atuais. Se é o melhor trabalho da banda, já é uma discussão para mesa de bar, mas merece a audição do ouvinte sem pular faixa alguma.

A começar pela capa, o menino que ilustra a fotografia é Pedro Ribeiro, irmão de Bi Ribeiro, baixista da banda. Com a produção de Liminha, o disco contém dez faixas, bem distribuídas e executadas. A primeira faixa que abre o álbum é “Alagados”. Em parceria, virou um clássico e a letra ainda é bem atual. Outra faixa em que a letra ainda se reflete nos dias atuais, é “Teerã”, com uma melodia bebendo na fonte do reggae, mostra que a banda tinha várias referenciais musicais. A novidade é outra música que virou clássico e é uma parceria com Gilberto Gil. em tempos atuais, ainda diz muito. Com um riff de guitarra em que mostra um Herbert Viana inspirado, “Selvagem” é a faixa dá nome ao álbum. Outra canção que merece atenção tanto na melodia e letra é “Você”, última música do disco, é uma boa regravação de Tim Maia, foi uma regravação com a identidade dos Paralamas e ficou à altura da versão original. “Homem” é uma canção com muito groove e um Herbert cantando deforma diferente e “Melô do Marinheiro”, composição de João Barone, é uma música bem descontraída.

Para a banda, “Selvagem” não foi o melhor trabalho da banda, mas tem uma boa importância para a banda e deu uma guinada em sua carreira e alavancou o nome da banda para cima e teve ainda mais respeito de público e crítica.




Daniel Filósofo é cronista, jornalista, profundo conhecedor de rock'n'roll, torcedor do Fluminense e radialista Também escreve suas crônicas dominicais na coluna do Daniel Filósofo.

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