ARTE E CULTURA

 Rebeldia e insubmissão, as marcas registradas do RAP de combate, continuam marcando presença no mais recente trabalho do Ktarse

O grupo de RAP combativo Ktarse acaba de lançar mais uma pedrada na vidraça do sistema. Quem acompanha esses caras, sabe que o som é pesado, sem espaço para ostentação e outras porcarias que só servem para enfraquecer o movimento. 

Eles se mantém fiéis as raízes da coisa, com o foco no protesto e insuflando a insurgência. 

Como alguém que acompanha o trampo desses manos há uma cara, é sempre prazeroso ver um novo trampo mantendo a visceralidade, a essência, sem se render ao caminho mais fácil, sem enaltecendo os valores furados dessa sociedade hipócrita e corrupta. 

Esse trabalho ainda tem um valor especial para mim por ter sido um dos convidados, participando com as faixas 8 e 14. Realmente é imensurável participar de um trabalho autêntico, que não busca fama ou grana. Pelo contrário, os caras estão afim é de fogo e barricadas, querem é ver o sistema em ruínas e os ícones do capitão em chamas.

Repasso a seguir o texto de divulgação escrito pelos próprios:

" KTARSE , após 5 anos do lançamento do seu último álbum de estúdio, disponibiliza o seu mais novo MANIFESTO INSURGENTE: 5° álbum INDIGESTOS E INDOMÁVEIS. O projeto promete dar continuidade ao que o grupo nesses quase 30 anos de engajamento no Movimento de Hip-Hop, tem potencializado através de rimas inflamadas com fúria e ódio ao capitalismo, Estado e todas as formas de opressão disseminadas nas periferias. O álbum está municiado de Rimas indigestas e com críticas ao sistema capitalista com uma densa e intensa sonoridade. O título, INDIGESTOS E INDOMÁVEIS, já anuncia que as músicas vieram para provocar, incomodar e não se submeter a padrões da indústria cultural e suas futilidades que aprisionam a mente do povo do gueto. As letras reafirmam a consciência de classe e a potência rebelde, furiosa, contestadora e anárquica do grupo.

Com esse novo álbum, o Ktarse segue consolidando seu espaço no cenário do rap combativo, mostrando que sua arte vai além do entretenimento — é também uma ferramenta de reflexão, resistência e luta dos CRÔNICOS SOCIAIS.

A produção/mixagem/masterização dos álbuns é feita de forma autônoma no “nós por nós”. As letras e a produção sonora são elaboradas por Rodrigo e Leal. Os integrantes do grupo tem uma trajetória de luta e resistência junto a diversos movimentos sociais. Também estão engajados em organizar atividades culturais e debates em espaços públicos e coletivos de luta anticapitalista, assim como fazem palestras sobre a questão racial, social e política em escolas, sistema prisional e coletivos de inspiração libertária. 

“Somos a continuidade e seguimos a principiologia do RAP  dos anos 90, nosso RAP potencializa as vivências e os saberes de quebrada, lapidando nos livros subversivos vamos construíndo trincheiras de rebeldia e resistência dos fudidos através do rap combativo.”
- KTARSE – INDIGESTOS E INDOMAVEIS – ÁLBUM 2026

Para conferir na íntegra:



O escritor Fabio da Silva Barbosa, um dos membros mais antigos e ativos do ColetiveArts  (foi dele a coluna Malditos Teclados Bailarinos).Dono de um olhar cirúrgico, Fabio é um verdadeiro cronista do underground, caminha pelos becos e bares da vida, que depois transforma em textos que são verdadeiras pedradas nas janelas dos "donos da moral e dos bons costumes". Também é dele um dos maiores fanzines do Brasil, o seminal Reboco Caído.



"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

COLETIVEARTS, DIA 21/05, O COLETIVE
COMPLETA OITO ANOS DE
ARTE, CULTURA E ANARQUIA!


SIGA-NOS EM NOSSAS REDES SOCIAIS:
Sempre algo interessante
para contar!

Postar um comentário

0 Comentários