OFICINA DE BONECAS ABAYOMI NO ANIVERSÁRIO DO COLETIVEARTS

No dia 20 de maio o ColetiveArts trouxe a oficina de bonecas Abayomi para o Quiosque da Cultura, dentro das comemorações de aniversário dos 8 anos do ColetiveArts, ministrado pela coordenadora cultural Édina Santos.
A delicadeza da confecção encantou a todos, pois cada nó exige maestria da motricidade fina, dedicação e paciência. Confesso que essas qualidades não são o meu forte, mas eu queria muito fazer a oficina, pois ela me reporta a religiosidade e como filha de Iansã não passaria desapercebida a vontade de conhecer. No site Google (leia AQUI) vemos que “No Candomblé, Abayomi designa uma boneca de pano ligada ao culto da divindade Oyá (Iansã). Ela representa Segi, o último e mais amado dos nove filhos da orixá, e atua como um símbolo de força, proteção e conexão com o culto aos antepassados (Eguns)”.
A origem desta boneca passeia pelos dois mundos: o da lenda e o da realidade. Eu sempre ouvi que as mães negras escravizadas rasgavam pedaços de suas saias durante a viagem de navio e faziam as bonecas para entreterem seus filhos, mas este ano li em algum lugar que essas bonecas foram criadas no final da década de 80 e lá fui eu pesquisar. A Édina também trouxe as duas versões e antes de começarmos a aula prática ela deu uma explicação teórica da escolha dos tecidos e cores.
No mesmo site acima temos: “A boneca Abayomi é um símbolo de resistência, cultura e afetividade afro-brasileira, feita de retalhos de pano preto, sem costura ou cola, apenas com nós. Embora associada à lenda de que mães africanas as criavam em navios negreiros para consolar seus filhos, a boneca foi idealizada pela artesã [Lena Martins] em 1987 no Rio de Janeiro” e no site Google (leia AQUI) vemos que:” Embora a história do surgimento nos navios seja contada e celebrada como uma forte tradição oral, historiadores e pesquisadores apontam que se trata de uma lenda de origem recente. Na verdade, as bonecas foram criadas pela artesã e arte-educadora maranhense Waldilena "Lena" Serra Martins, no final da década de 1980. [ 1 , 2 ] O objetivo de Lena era encontrar uma representação artística e lúdica que ajudasse na construção e valorização da autoestima e da identidade das crianças negras”.
Mas, histórias e estórias a parte, o importante foi trazer essa oficina nas comemorações do aniversário do Coletive. E foi muito gostoso criar minha própria boneca, minha própria resistência. Tenho certeza de que os demais também curtiram muito.

Ao final da oficina chamei a Técnica de Artes Visuais e Chefe de Divisão Técnica de Cultura, Mari Velleda e a presenteei com a Abayomi que eu fiz. Dar uma Abayomi é muito significativo. De acordo com o site Google (leia AQUI) “Presentear com uma Abayomi é oferecer um amuleto de proteção e afeto.’ ‘... seu nome em iorubá significa "encontro precioso" ou "o melhor de mim para você". É um presente ideal para transmitir votos de felicidade, sorte e resistência.”

Aproveito para agradecer a Dina Soares do Ateliê Dona Costura, pela doação dos tecidos para a oficina.
Feliz aniversário ao ColetiveArts, que os orixás nos tragam muita alegria na nossa caminhada. Eparrey, Oyá.
As comemorações de aniversário do ColetiveArts estão acontecendo no Quiosque da Cultura com uma exposição que conta parte da trajetória do Coletive e ficará até o dia 28 de maio, pelo Edital Portas Abertas.

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| Isab-El Cristina |
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