UM POUCO DE HISTÓRIA

 Brasil: na mira da máfia estadunidense

Este texto, assim como o seu autor, deve estar sendo monitorado por algum equipamento de Inteligência Artificial, afinal, ao contrário do ditado popular, em se tratando de Internet, tudo que cai na rede é peixe.

Não é exagero e certamente não é paranoia. Experimente falar sobre o teu desejo de beber uma taça de vinho perto do teu celular para ver quantos anúncios de vinhos aparecerão nas tuas redes. É, minha amiga, a ficção de George Orwell, no livro 1984, virou realidade e a vigilância, cada vez mais sofisticada, está a serviço do capital.

Estou assistindo ao longa “O Irlandês”, na Netflix. Recomendo por tratar-se de uma obra sobre a máfia e suas implicações nas ações políticas estadunidenses, principalmente no que concerne à Revolução Cubana, na qual “la cosa nostra” estadunidense perdeu dinheiro com o fechamento dos seus cassinos e do confisco das suas terras para Reforma Agrária. 

Uma coisa que aprendi com outro filme chamado “A Honra do Poderoso Prizzi” é que a máfia aceita perder tudo, menos dinheiro, isso eles não perdoam.

Até aqui você deve estar pensando que esse é um artigo sobre filmes. Bem que eu gostaria que fosse. Escrever sobre filmes é mais divertido do que sobre a realidade. Ver o mundo na tela é assistir ao que acontece fora da nossa vida. Estamos ali à salvo sentadinhos no sofá só assistindo ao mundo desmoronando no conforto do nosso lar.

Entretanto, o colunista dessa “Um Pouco de História” sabe que o compromisso de quem estuda história não é com o passado, mas com o presente, com a nossa realidade, seja ela qual for, como escreveu Eduardo Galeano: “la história es un profeta con el olhar para atrás: por lo que fue, y contra lo que fue, anuncia lo que será”. Por isso tudo e mais um pouco, considero que os interesses estadunidenses em rotularem o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas estão ligados à cobiça, irmã gêmea da ganância, dos mafiosos estadunidenses sobre o Brasil e as nossas riquezas. Hoje, a riqueza da vez chama-se “terras raras”.

A situação é grave, diria mais, gravíssima. A desculpa de combater o terrorismo é a mesma que motivou a invasão ao Iraque, a guerra contra o Irã e outras invasões mundo à fora em nome da “defesa da liberdade”. Liberdade para quem, cara pálida? Certamente para os mafiosos empresários estadunidenses.

Onde estavam as armas químicas no Iraque? Onde está a bomba atômica no Irã?

Esse título de nação que abriga grupos terroristas é um prato cheio para as tropas yankees invadirem o Brasil para nos “salvarem” do Comando Vermelho e do PCC e de quebra tomarem posse das nossas riquezas, tal qual os portugueses no século XVI, afinal, além das terras raras (segunda maior reserva do mundo), possuímos a maior parte da Amazônia e a maior reserva de água doce do planeta. Isso não é pouca coisa!

Hoje, o tema que se sobressai no cenário político não é mais o debate entre esquerda e direita, mas entre quem defende a soberania nacional e quem quer entregar o Brasil à máfia estadunidense. Fazendo jus ao nome dessa coluna não posso deixar de citar o conflito entre o projeto de desenvolvimento nacionalista de Getúlio Vargas e o projeto de abertura Brasil ao capital internacional, entenda-se estadunidense e europeu. Esse conflito entre nacionalistas e entreguistas pelo visto continua atual e nessa eleição para presidente só temos um candidato capaz de fazer um governo brasileiro para brasileiros e não precisa dizer quem é, precisa?


 

NESTOR OURIQUE MEDEIROS

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