UM POUCO DE HISTÓRIA

  Essa é a eleição das nossas vidas!

Desde a primeira eleição para presidente em que votei, lá no longínquo 1989, ouço essa frase. De fato, todas as eleições são as “eleições das nossas vidas”.

Agora me ocorreu que nessa eleição pretendo votar para presidente no mesmo candidato que votei na primeira vez (e a primeira vez a gente nunca esquece). Não revelarei em quem votei em 1989 e pretendo repetir o voto em 2026. Afinal, o voto é secreto.

A história dos processos eleitorais representa a evolução política do nosso país, reflexo das transformações sociais.

Primeiro foi o voto censitário, quando apenas os homens ricos senhores de escravizados podiam votar e serem votados para os cargos legislativos no Brasil Império.

No início da República todos podiam votar, desde que fossem homens e alfabetizados. Interessante que nesse período o voto não era secreto: o eleitor, na frente do mesário, tinha que dizer qual o nome do seu candidato que era anotado na ata de votação. A fraude eleitoral era tamanha que diziam que “até morto votava”.

No período Vargas foi criada a Justiça Eleitoral, instituindo o voto secreto. Nesse período, graças a luta das sufragistas, as mulheres conquistaram o direito de votarem e serem votadas.

O voto era marcado no papel, chamado cédula eleitoral, e depositado na urna. Dias depois da eleição ainda se estava contando os votos nas cansativas apurações eleitorais e, não raro, votos eram anulados, invalidados, sumiam e algumas vezes apareciam jogados em alguma valeta na beira da estrada. A fraude eleitoral era menor que nos primeiros anos da República, mas ainda havia fraude.

Hoje, com as urnas eletrônicas já se sabe o resultado da eleição na noite do próprio dia da votação. Rápido e seguro.

Agora, voltando ao título desse texto: mesmo já ouvindo várias vezes essa expressão “as eleições das nossas vidas” estou plenamente convencido que nesse ano tal expressão não é nenhum exagero. O que está em jogo vai comprometer as nossas vidas e das novas gerações.

O fascismo, o feminicídio, a homofobia, o negacionismo climático, os antivacinas, os terraplanistas, os golpistas, os corruptos, os apologistas da ditadura/tortura, os entreguistas para os Estados Unidos... tudo isso e muito mais está em jogo nessa eleição, mais do que nas anteriores. Portanto, diante de tudo isso pergunto: essa é ou não é a eleição das nossas vidas?


NESTOR OURIQUE MEDEIROS

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."


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2 Comentários

  1. Sim, essa será a eleição das nossas vidas. Nosso futuro está em jogo, nosso país está em jogo, nossas vidas estão em jogo. Podemos continuar com a soberania ou voltar a ser colônia... dessa vez colônia dos Estados Unidos, debaixo das botas do Trump. É temeroso e vergonhoso ver que tem gente que apoia esse crime. Parabéns pelo texto. Bju da Isab-El

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  2. Mestre, estás certíssimo. Mais do que nunca é preciso ajudar aos próximos de nós a acordar, já escapamos uma vez, agora é hora de eliminar a banda podre da política brasileira. Parabéns!

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