O SIMIÓIDE


Sobre "referências" e limite: um pequeno tratado sobre "A" tragédia

   É chegada a hora, irmãs e irmãos. Não tem mais jeito. Não tem mais o que fazer. Não existe mais chance matemática. Estamos à beira da maior tragédia já vista em solo brasileiro, a maior tragédia do mundo no século 21. Capitaneadas por aquele que o nome não pode ser dito. O descaso desse senhor nos colocou em um ponto do buraco que não podemos mais escalar para sair. Segundo os números e a ciência, entraremos em lockdown nacional. O sistema de saúde vai colapsar. O número de mortos será dantesco. Já estamos em 10 mil mortos e, antes mesmo disso, recebemos um “e daí?”. Peço a quem seja que nos poupe de algo muito maior que isso, mas matematicamente, veremos no mínimo o triplo destes números. Sim, a vontade de chorar é enorme. Menos para aqueles que não se importam com mortes. Nunca se importaram. Somente com o próprio umbigo. Eis um poema que me ocorre:

"No dia mais claro, na noite mais escura,
  nenhum mal escapará a minha visão!
  Que aqueles que adoram o poder do mal,
  temam o meu poder ... A LUZ DO LANTERNA VERDE!"


   Eis o juramento do Lanterna Verde, personagem muito conhecido no universo de super heróis da DC Comics. Amigo do Batman, Super-Homem, Mulher Maravilha e tantos outros. Mas o que isso tem a ver? Bom, primeiramente eu falo mais de cultura aqui do que qualquer outra coisa. Do que qualquer coisa. Então, nesse juramento, fora as questões dentro do universo fictício, sempre imaginei o que seria o dia mais claro e a noite mais escura. Pois bem. A noite mais escura do século passado certamente foi “A Noite dos Cristais”. Não pelo número de mortes ou coisa do tipo. Mas foi a assinatura de aprovação do povo falando a um lunático: ok, concordamos plenamente com você! Me desculpem a generalização. Obviamente sempre há a exceção. Existem pessoas boas em meio a qualquer surto de ignorância. SEMPRE. Voltando. Então, o que seria a noite mais escura desse nosso tempo? Do século recém começado? Eu lhes digo. Será o topo da curva brasileira de mortes por coronavírus. Já estamos passando de 700 mortos por dia e isso não tem assustado as pessoas. Pessoas sem máscara por todo lugar. Pessoas passeando em feriados. Poxa, pessoas indo à praia!

   Sim, além dessas pessoas serem ignorantes, SÃO CULPADAS PELA DISSEMINAÇÃO MAIS ABRANGENTE DO SARS COVID 2. Sim, esse é o nome do vírus. Apesar da empresa estar fazendo um bom trabalho, os profissionais se arriscando para trazer a informação correta, essa merda de ficar falando “o novo coronavírus” e a epidemia de “covid 19”, é de um sensacionalismo burro sem tamanho. O vírus se chama SARS COVID 2 (existem mais 3 vírus dentro dessa pandemia, este é o mais “popular”), a doença que ele causa se chama COVID 19 (coronavírus disease 2019), e eles sabem disso. É impossível uma pessoa bem informada não 
saber. O resto, é sim sensacionalismo. Necessário sensacionalismo, mas ainda assim sensacionalismo. Essa praga que infesta o jornalismo mundial nesses dias de hoje.
   Voltando, voltando. Então, não podemos nos abater. Podemos nos informar e agir. Nos defender em primeiro lugar. Depois informar os outros. Conversar via internet sobre o que está acontecendo. E, por fim, devemos cobrar sim quem não está respeitando as regras. É o máximo que podemos fazer. No mais, quem é de rezar, que reze. Quem é de macumba, que faça. Quem é de pensamento positivo, que tenha.
   Pois você deve estar pensando: e o tal dia mais claro? Então, será quando tudo isso
acabar e pudermos nos abraçar novamente.

Aqui o Simióide, encerrando mais uma transmissão. Deixando uma última mensagem: 

só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! Só a ciência vai nos salvar! 

   Se cuidem, fiquem bem, consumam cultura e, por fim, boa sorte a todos. 

André Palma Moraes
 


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