
Caso Erika Hilton
Recentemente, a deputada federal Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Tal fato fora questionado por Ratinho, em seu programa, no último dia 11. O que acabou causando uma polêmica, tendo, o Ministério Público Federal, acusado o apresentador de transfóbico, pelas palavras que proferiu. Como não poderia deixar de ser, o assunto dividiu opiniões.
O que eu penso sobre isso? Não é questão de preconceito ou transfobia, mas, de lógica. Afinal, quem melhor que uma mulher para saber defender os próprios direitos? Isso não significa que eu seja contra a transição de gênero. Muito pelo contrário. Sempre respeitei e aceitei cada um como é. Da mesma forma que gosto de ser respeitada. E acho que cada um deve fazer da sua vida o que quiser. Mas só uma mulher conhece o que a outra passa, as situações que tem que enfrentar. E é isso que está sendo analisado aqui. Ninguém está ofendendo a integridade da deputada. Por isso, não seria o caso de processar, como querem fazer com o Ratinho (que apenas questionou e deu a sua opinião. E não falou mentira alguma.) A pauta é: por mais que a deputada tenha feito a transição de gênero, ela jamais terá determinadas sensações que apenas mulheres têm. Jamais passará por exames ginecológicos e demais processos exclusivamente femininos.
Eu respeito, mas muito me intriga que várias mulheres concordem com essa eleição, só por acharem que, do contrário, estariam sendo preconceituosas. Será que não pararam para pensar nas questões aqui mencionadas? Não é sobre discriminação. Mas só uma mulher para perceber do que a outra realmente necessita.
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| Mabel Südikum Gomes |


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