
“A Leoa Vai à Caça”- Produções de realizadoras gaúchas é tema de mostra de cinema que começa Hoje!
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Com entrada gratuita, ciclo de filmes “A Leoa Vai à Caça” ocorre até domingo (15) na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre
A
Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico da capital, vai receber o ciclo de
cinema “A Leoa Vai à Caça”, voltado a valorizar diretoras gaúchas. De
quinta-feira (12/3) a domingo (15/3), com entrada gratuita, serão apresentados
curtas, médias e longas. A programação traz 15 filmes, em sessões às 17h e às
19h, e um debate sobre políticas públicas para mulheres no audiovisual.
Idealizada e realizada por Betânia Furtado e Renata de Lélis, a mostra tem
apoio da Secretaria da Cultura (Sedac) – por meio do Instituto Estadual de
Cinema (Iecine) – e de Link Digital, Objetivas, Cinemateca Capitólio e
Prefeitura de Porto Alegre.
O
ciclo reúne trabalhos de realizadoras pretas, indígenas, brancas e trans,
enfatizando a importância do pioneirismo de mulheres que abriram espaços de
representatividade. A homenageada desta primeira edição é Ítala Nandi, primeira
diretora gaúcha a realizar um longa-metragem no Rio Grande do Sul, intitulado
“In Vino Veritas” (1981) – rodado em Caxias do Sul, o documentário será exibido
na primeira noite. Além disso, o nome da mostra é inspirado por um filme não
concluído de Ítala.
A
programação também inclui produções dirigidas por Adalgisa Luz, Ana Luiza
Azevedo, Britney Federline, Camila de Moraes, Cristiane Oliveira, Flávia
Seligman, Flávia Moraes, Juliana Balhego, Liliana Sulzbach, Lisiane Cohen,
Mariani Ferreira, Marta Biavaschi, Mirela Kruel e Patrícia Ferreira Yxapy.
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| “In Vino Veritas” de Ítala Nandi |
Conforme
uma das idealizadoras, Betânia Furtado, “a mostra se assume como início de um
movimento. Ela evidencia o quanto ainda há por pesquisar, mapear, restaurar,
exibir e reconhecer no cinema feito por mulheres no Rio Grande do Sul”.
A
outra organizadora, Renata de Lélis, destaca que “ao reunir inicialmente obras
realizadas desde a década de 1980, a mostra propõe um arco histórico que
conecta diferentes gerações de realizadoras. Os trabalhos revelam um
cinema feito na urgência, na precariedade e na coragem – muitas vezes à margem
dos grandes centros e dos circuitos oficiais –, mas profundamente atento às
transformações sociais, políticas e culturais de seu tempo”.
No
último dia do evento, as diretoras da mostra se reúnem para o debate “Políticas
públicas para mulheres no audiovisual”, com participação da diretora do Iecine,
Sofia Ferreira. O longa documental “O Caso do Homem Errado” (2017), de Camila
de Morais, encerra a atração. Mais informações podem ser conferidas
na página do Instagram da mostra.
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| O Último Poema de Mirela Kruel |
Quando:
De quinta-feira (12/3) a domingo (15/3)
Onde:
Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Centro Histórico, Porto
Alegre)
Mais
informações na página do Instagram
Entrada gratuita
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| “Mulher do Pai” de Cristiane Oliveira |
Programação
Quinta-feira
(12h)
Sessão das 19h
Curta
“O Brinco” (1989), 6min. Direção: Flávia Moraes
Sinopse: uma joia
presenteada a alguém vai parar na orelha errada, provocando uma série de
revelações surpreendentes.
Longa
“In Vino Veritas” (1981), 63min. Direção: Ítala Nandi
Sinopse: Ítala Nandi retorna à sua cidade natal, Caxias do Sul, para revisitar suas origens e a história da imigração italiana na região. Entre memórias pessoais e investigação documental, o filme percorre a formação cultural, social e econômica da Serra gaúcha, tendo a uva e o vinho como fios condutores.
Sexta-feira
(13/3)
Sessão das 17h
Média
“Bola de Fogo” (1997), 45min. Direção: Marta Biavaschi
Sinopse: um
casal passa o feriado de Carnaval numa praia paradisíaca, onde vive uma
pequena comunidade de pescadores em via de transformação com a chegada de
veranistas.
Longa
“O Último Poema” (2015), 72min. Direção: Mirela Kruel
Sinopse:
Helena Maria se correspondeu com Carlos Drummond de Andrade durante 25 anos.
Que belezas da existência essa correspondência revela? “O Último Poema” nos
leva a uma viagem às profundidades dessa correspondência em imagens
surpreendentemente poéticas e cheias de ternura.
Sessão das 19h
Curta
“Léo” (2015), 15min. Direção: Mariani Ferreira
Sinopse:
Rodrigo não aceita a homossexualidade do irmão caçula. Por conta disso, terá
que sofrer as consequências de seus atos. Escrito e dirigido pela estreante
Mariani Ferreira, o filme tem argumento de Jaqueline Loreto e é produzido
por Renate Ritzel Melgar. Muitas das funções da ficha técnica são
assinadas pela produtora gaúcha Praça de Filmes, que integrou a equipe na fase
de elaboração do projeto e tem à sua frente o diretor de fotografia Maurício
Borges de Medeiros. Obra filmada em Porto Alegre e financiada pelo Edital
Curta-Afirmativo, do Ministério da Cultura.
Longa
“Mulher do Pai” (2015), 94min. Direção: Cristiane Oliveira
Sinopse: Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma nova proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.
Sábado
(14/3)
Sessão das 17h
Curta
“Hoje Tem Felicidade” (2005), 14min. Direção: Lisiane Cohen
Sinopse:
Rui queria muito ser feliz. Mesmo que fosse ao extremo.
Curta
“A Noite do Sr. Lanari (2002)”, 11min. Direção: Flavia Seligman
Sinopse: baseado no
conto “Cabecita Negra”, do escritor argentino Germán Rozenmacher, o filme aborda
a autoridade presente nos anos das ditaduras, na América Latina.
Média
“A Invenção da Infância” (2000), 26min. Direção: Liliana Sulzbach
Sinopse:
ser criança não significa ter infância.
Média
“As Bicicletas de Nhanderu” (2011), 45min. Direção: Patrícia
Ferreira Yxapy
Sinopse:
documentário imersivo produzido pelo Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema e Vídeo
nas Aldeias. Retrata a vida, espiritualidade e conflitos da aldeia Koenju, em
São Miguel das Missões (RS). O filme aborda o impacto da cultura branca sobre os
Mbyá-Guarani e a necessidade de fortalecer as tradições, focando na construção
de uma nova casa de reza.
Sessão das 19h
Curta
“Quero Ir para Los Angeles” (2019), 19min. Direção: Juliana Balhego
Sinopse:
Maria é uma menina negra universitária que decide fazer sua primeira viagem
internacional, e o destino escolhido é Los Angeles. Entretanto, o que se revela
é que o esforço próprio não é o único propulsor para o alcance desse objetivo.
Longa
“Antes que o Mundo Acabe” (2009), 100min. Direção: Ana Luiza Azevedo
Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: como lidar com uma namorada que não sabe o que quer, como ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e como sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.
Domingo
(15/3)
Sessão e debate das 17h
Curta
“Logos” (2025), 11min. Direção: Britney Federline
Sinopse:
após uma internação hospitalar, Britney segue numa viagem de carro onde o tempo
se embaralha. Ao longo do trajeto, ela tenta compreender sua relação com as
pessoas, com o afeto e com a própria corporalidade.
Debate
“Políticas públicas para mulheres no audiovisual”, com a presença de diretoras
da mostra e da diretora do Iecine, Sofia Ferreira
Sessão das 19h
Curta
“Café Paris” (2004), 9min. Direção: Adalgisa Luz
Sinopse: uma garota
que toma muito café e nunca esteve em Paris.
Longa
“O Caso do Homem Errado” (2017), 77min. Direção: Camila de Morais
Sinopse:
o documentário conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo
Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre.
O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio César sendo
colocado com vida na viatura e, 37 minutos depois, chegar ao hospital morto a
tiros. O filme traz o depoimento do fotógrafo que fez as imagens que tornaram o
caso conhecido, Ronaldo Bernardi, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de
nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no
Brasil.
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| O Último Poema”de Mirela Kruel |

| Jorginho |
Jorginho é Pedagogo, Filósofo, graduando em Artes, com pós graduação em Artes na Educação Infantil, ilustrador com trabalhos publicados no Brasil e exterior, é agitador cultural, um dos membros fundadores do ColetiveArts, editor do site Coletive em Movimento, produtor do podcast Coletive Som - A voz da arte, já foi curador de exposições físicas e virtuais, organizou eventos geeks/nerds, é apaixonado por quadrinhos, literatura, rock n' rol e cinema. É ativista pela Doação de Órgãos e luta contra a Alienação Parental. "Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância." |
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