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Os Senhores da Guerra, as meninas mortas e os pedófilos
Escrever
requer esforço. Não é algo espontâneo e fácil. Quem pega uma caneta para
colocar suas ideias no papel sabe do que estou tratando. Escrever uma história
leve e divertida que fará os outros rirem exige esforço. Agora, multipliquem,
talvez, por dez a dificuldade de se expressar por escrito quando o assunto é
doloroso e nos faz sofrer. É este o meu desafio de hoje: utilizar esta coluna
para tratar sobre temas muito desagradáveis, porém necessários.
No
mês em que o Dia Internacional da Mulher é a data mais importante, a notícia
das 165 meninas estudantes mortas no bombardeio a uma escola no Irã causa dor e
revolta.
Se
uma guerra em si só já é um absurdo, imaginem a cena: Estados Unidos e Irã, em
fase de negociação diplomática, marcam uma reunião para segunda-feira, mas no
sábado, 28.02.2026, as tropas estadunidenses atacam o Irã e as estudantes são
mortas.
No
dia 02 de março o editorial do Estado de São Paulo anunciou que “ninguém vai
chorar pelo Irã”.
As
mães e os pais das meninas mortas não irão chorar?
É
triste ver a falta de empatia com o ser humano estampada nas páginas do
editorial de um grande jornal. Ser contra um governo e seus governantes é uma
coisa, mas não perceber que as principais vítimas dos ataques israelenses e
estadunidenses são mulheres, crianças e velhos é outra coisa. É escancarar a
falta de amor pela humanidade.
Um
amigo postou uma charge em que aparece o primeiro-ministro de Israel, Benjamim
Netanyahu montado no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e vestindo
uma camiseta com o rosto do Jeffrey Epstein.
Ora,
quem monta dirige a cavalgadura, domina, e ao utilizar uma camiseta com a
imagem do pivô do maior escândalo sexual dos últimos tempos envolvendo pessoas
importantes, como o próprio Presidente Trump, numa rede de prostituição e
pedofilia significa que Epstein estava a serviço da espionagem israelense para
coletar fotos, vídeos e e-mails a fim de chantagear estas pessoas para
atenderem aos interesses de quem monta a “cavalgadura Trump”.
A
relação pedofilia, chantagem e poder revelada nas investigações sobre o caso
Epstein cada mais assombram, revoltam e enojam, assim como essa guerra que
atinge todo o mundo e nos é apresentada como um vídeo game, com misseis e jatos
cruzando os céus, bombas explodindo e gente gritando em imagens tão bem-feitas
que alguns denunciam serem manipuladas por Inteligência Artificial. Já dizem
que “a primeira vítima de uma guerra é a verdade”. Fake News para denunciar
Fake News, como foi o caso de Israel que disse ser Fake News a imagem das covas
abertas para enterrar as meninas mortas na escola bombardeada em Teerã e criou
uma Fake News para ocultar o seu crime de guerra.
Por
mais Fake News que produzam e Inteligência Artificial que utilizem ninguém pode
negar que a guerra gera destruição e morte, causando dor aos sobreviventes e
ameaçando a vida no nosso planeta.
Diante
de tudo isto e mais um pouco estou cada vez mais convencido de que neste ano
reeleger o presidente Lula e colocar deputados e senadores de esquerda no
Congresso é defender a humanidade.
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"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância." |



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