ARTE E CULTURA


HOJE TEM INDIANA NOMMA EM PORTO ALEGRE/RS



Nossa colunista Yvonne Miller (Isso da uma Crônica) mandou um singelo aviso em nosso grupo de whats: "Boa tarde, povo de Porto Alegre! Passando pra avisar que uma cantora maravilhosa acabou de chegar na cidade, a Indiana Nomma. Ela faz um tributo lindíssimo a Mercedes Sosa. Vi o sow dela ontem em Floripa e adorei. E ela é uma pessoa muito bacana e acessível. Fica a dica!" Fiquei muito curioso, sou apaixonado por Mercedes Sosa então fui conhecer o trabalho de Indiana e fiquei encantado, ela é simplesmente maravilhosa.

Comecei a seguir seu instagram e então vi que ela está realizando no dia de hoje uma apresentação interpretando canções da música alemã contemporãnea no Goethe Institut, em Porto Alegre/RS. Entrei em contato com ela que gentilmente aceitou me dar uma pequena entrevista, confiram como foi.

INDIANA NOMMA

JORGINHO: Quem é Indiana Nomma, como você se define?

INDIANA NOMMA: Sou cantora, produtora, consultora musical, tenho 30 anos de carreira, sou filha de brasileiros exilados no Chile durante a ditadura militar no Brasil, nasci em Honduras e vivi também no México, na Nicarágua, em Portugal e na Alemanha Oriental durante o período da Guerra Fria, chegando ao Brasil em 1987. Morei por 23 anos em Brasília e 12 no Rio de Janeiro e há 3 anos estou em São Paulo. Por ser uma pessoa multifacetada pelas influências culturais que recebi, encontro no jazz e na musica latino-americana minha melhor identificação artística. Fora isso, sou mãe de um médico e vivo a vida a partir de uma ótica otimista.

JORGINHO: Quando a música e a arte entraram em sua vida?

INDIANA NOMMA: Meu pai em 1935 era clarinetista na Tupinambá Jazz Band de Santa Maria da Vitória no interior da Bahia e minha mãe desde jovem se destacava nas rodas de violão cantando lindamente. Apesar de não terem seguido a música como profissão, me influenciaram indiretamente, já que em nossa casa nunca houve silêncio. Aos 4 anos assisti Mercedes Sosa na Nicarágua e nunca esqueci. Alí, vendo e ouvindo aquela voz imensa, decidi ser cantora. Com 8 anos fui solista pela primeira vez, aos 13 estudei piano, cantei no Carnegie Hall aos 18 e com 20 entrei pra música da noite. Hoje completo 30 anos de carreira com 7 álbuns gravados e pela terceira vez, sou finalista do Prêmio da Música Brasileira na categoria “Álbum de Língua Estrangeira” em 2026 com o álbum “Mercedes Sosa: A Voz dos Sem Voz  - Volume”.

JORGINHO: Quais as suas maiores influências?

INDIANA NOMMA: Na música latino-americana de língua espanhola, Mercedes Sosa, Sílvio Rodriguez, Violeta Parra, Ruben Bládez, e outros. No jazz, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Dee Dee Bridgewater, e mais.

JORGINHO: O que o público irá encontrar no seu show do dia 27 em Porto Alegre? Qual será o seu repertório?

INDIANA NOMMA: Em 2016 foi criada pelas embaixadas da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e Suíça, a Semana da Língua Alemã. 

De 27.05 a 10.6 em Brasília, São Paulo, Recife e Porto Alegre, em cooperação com países que falam alemão, haverá uma programação vasta de eventos. 

Na abertura da Semana da Língua Alemã em Porto Alegre no dia 27, eu apresentarei um repertório de música contemporânea alemã, acompanhada do pianista gaúcho Luiz Mauro Filho.

JORGINHO: Deixe seu recado para o leitor do Arte e Cultura

INDIANA NOMMA: Venham celebrar a diversidade cultural do nosso país através dessa conexão com a língua alemã que conecta tanta gente aqui no sul do país.



INDIANA NOMMA CANTA MÚSICA CONTEMPORÂNEA ALEMÃ

Semana da Língua Alemã
Dia: 27/05 às 19h
Rua 24 de outubro, 112, Porto Alegre/RS
Entrada Franca


"Por ser uma pessoa multifacetada pelas influências culturais que recebi, encontro no jazz e na musica latino-americana minha melhor identificação artística. Fora isso, sou mãe de um médico e vivo a vida a partir de uma ótica otimista."
- Indiana Nomma

Jorginho

Jorginho é Pedagogo, Filósofo, graduando em Artes, com pós graduação em Artes na Educação Infantil, ilustrador com trabalhos publicados no Brasil e exterior, é agitador cultural, um dos membros fundadores do ColetiveArts, editor do site Coletive em Movimento, produtor do podcast Coletive Som - A voz da arte, já foi curador de exposições físicas e virtuais, organizou eventos geeks/nerds, é apaixonado por quadrinhos, literatura, rock n' rol e cinema. É ativista pela Doação de Órgãos e luta contra a Alienação Parental.

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

 OITO ANOS DE VIDA,
NOSSO MUITO OBRIGADO POR
ESTAREM NOS ACOMPANHANDO DURANTE 
ESTA PEQUENA
JORNADA"



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