JANELA DA ANCESTRALIDADE

 Invisível

Assim como eu, tantas pessoas já se sentiram invisíveis. E essa invisibilidade dói. O que mais me impacta é perceber que, de alguma forma, cada um de nós conhece esse lugar.

Mas, na disputa de egos e na falta de comunicação, as relações vão se perdendo, se distanciando e se fechando. E isso tem nos causado dores desnecessárias.

São falhas que poderiam ser ajustadas, mas os padrões sociais ainda falam mais alto. Leva tempo para algumas pessoas encontrarem coragem para serem autênticas.

Há aqueles que se consideram autênticos, mas apenas escondem sua arrogância e sua impulsividade atrás desse discurso. Há também os que, como eu, são vistos como frágeis, sensíveis ou amorosos demais. E é justamente aí que mora o grande engano. O que parece fragilidade pode ser apenas uma força recolhida em bondade. E aquilo que parece agressividade talvez seja apenas uma fragilidade recolhida em medo.

Nunca seremos capazes de compreender completamente a essência de cada ser humano. E talvez nem precisemos. Basta aprendermos a acolher aquilo que não entendemos.

É justamente aí que está uma das partes mais bonitas da vida: escolher entre imitar um padrão para caber em uma caixa ou viver com tanta autenticidade que caixa alguma seja capaz de nos conter.

Essa escolha é profundamente pessoal. Só eu posso escolher por mim. Só você pode escolher por você.

Mas eu já decidi: não quero caber na caixa. Quero viver a liberdade de ser quem sou.


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O Coletivo de Escritores Negros - CEN tem a honra de convidar para a 3ª edição do Sarau Julho das Pretas, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho que acontecerá no próximo dia 18 de julho (sábado), às 14 horas. 

Neste ano, o Coletivo de Escritores Negros - CEN presta homenagem à Escritora Marieta dos Santos da Silveira, nossa griô, cuja trajetória inspira gerações por sua relevante atuação no combate ao racismo por meio do conhecimento, da literatura e da sabedoria compartilhada.

Na programação, as convidadas participarão de debates com as palestrantes sobre o tema da ancestralidade, memória e reparação. Logo após o debate, a programação continua com apresentações culturais com música, poesia e uma performance especial do CEN Cultural. Também haverá Feira de Afroempreendedorismo, valorizando o protagonismo e a economia criativa da comunidade negra.

Venha participar conosco!
Sua presença será uma grande alegria para nós.

Data: 18 de julho de 2026 (sábado)
Horário: 14 horas (previsão de término 18h)
Local: SindBancários – Rua General Câmara, 424 
– Centro Histórico – Porto Alegre
*Nos sigam nas nossas redes sociais:
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Josiane Prestes

Josiane Prestes é escritora, compositora , cantora,  professora alfabetizadora, pedagoga, especialista em Gestão e Orientação Educacional e multiartista de Gravataí (RS). Assessora pedagógica na SMED Gravataí, atua em defesa da educação pública de qualidade, equidade e valorização das relações étnico-raciais (ERER). Autora de A Janela de Ayo (2025), integra o Coletivo de Escritores Negros e participa das obras Meu Corpo Negro e Dois Olhares de Mulher. Filha, mãe, esposa e ativista dos direitos humanos, transforma arte, ancestralidade e educação em caminhos de resistência, pertencimento e transformação social.

Facebook: Josiane Prestes

Instagram: @josiane_prestes

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

 OITO ANOS DE VIDA,
NOSSO MUITO OBRIGADO POR
ESTAREM NOS ACOMPANHANDO DURANTE 
ESTA PEQUENA
JORNADA"



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