UM POUCO DE HISTÓRIA

 Barbárie

Bárbaros eram assim chamados todos os povos que viviam fora dos domínios do Império Romano. Portanto, os povos do norte da Europa, que deram origem aos alemães, suecos e ingleses, eram bárbaros.
Nos anos 1970, tivemos o grupo musical “Os Doces Bárbaros” (Caetano, Gil, Gal e Bethânia). Além disso, quem era chamado de “bárbaro” sentia-se elogiado porque fez alguma coisa “bárbara”. Bárbara, também, é um belo nome de mulher.
Entretanto, com tantas “barbaridades” acontecendo, estamos vivendo à beira da barbárie. E isso, meus amigos, não é nada “bárbaro”.
Os negacionistas da vacina estão conseguindo o retorno do sarampo, que se julgava erradicado, e hoje leva aos hospitais e aos cemitérios os não vacinados.
Mulheres têm os seus direitos políticos contestados por aqueles mesmos que fazem vista grossa ao crescimento do feminicídio, essa praga que assola homens inseguros, egocêntricos e desprovidos de amor.
Queimadas nas fogueiras da Inquisição católica e dos fundamentalistas protestantes, as mulheres, taxadas de bruxas por ousarem pensar de forma contrária ao domínio masculino, hoje têm questionada sua capacidade cognitiva para exercer o direito ao voto e para ocuparem cargos políticos. E, pasmem, algumas deputadas defendem esses valores, jogando no lixo a luta histórica de tantas mulheres pelo direito de votarem e serem votadas.
Evidências científicas, hoje, são atacadas como heresias por grupos religiosos fundamentalistas cristãos, tal qual os seus antepassados atacaram Galileu Galilei e Charles Darwin.
Pastores mentem descaradamente e conduzem suas ovelhinhas ao abismo. Defendem “Deus, Pátria, Família” e apoiam o sionismo israelense, massacrando os palestinos.
Ironicamente, Gaza é o Gueto de Varsóvia do século XXI.
O presidente dos Estados Unidos se julga o dono do mundo, numa prática política e militar neofascista diante de uma ONU inoperante.
Nessa barbárie em que vivemos, os desafios são enormes e a eleição deste ano não é apenas mais uma. É a eleição das nossas vidas, na qual não vamos apenas decidir o futuro do nosso país, mas da própria humanidade ao escolhermos o enfrentamento à barbárie ou capitularmos diante dela. Está na ponta dos nossos dedos essa decisão.

NESTOR OURIQUE MEDEIROS

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."


Instagram: @nestormedeiros2

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