
O Traço de Eduardo Ferigato
Fantasma, o espírito-que-anda, personagem criado por Lee Falk, completou 90 anos de publicação. O ColetiveArts, junto com o grupo Fantasma, o Espírito-Que-Anda e com o canal Fantasma Brasil, estão festejando o aniversário deste herói que é imortal.
E continuando as nossas homenagens, fomos conversar com um dos maiores talentos dos quadrinhos mundiais, dono de um traço forte, lindo e inconfundível: Eduardo Ferigato, em uma entrevista intermediada pelo fã e colecionador Fábio Ramiro Fuhr.
Eduardo Ferigato

Jorginho: Quem é Eduardo Ferigato? Como você se define?
Eduardo Ferigato: Sou nascido em Campinas, SP, tenho 48 anos e sou um quadrinista. Ou autor de histórias em quadrinhos, nunca sei qual a forma correta. hahaha .
Jorginho: Como as histórias em quadrinhos entraram em sua vida?
Eduardo Ferigato: Meu pai lia muitos quadrinhos e livros, Tex, Fantasma, Tarzan, Issac Asimov, Arthur C Clarke, sempre estiveram ao meu alcance. E a HQ que me fez querer trabalhar com quadrinhos foi o Cavaleiro das Trevas do Frank Miller em 1987.
Jorginho: Quais os personagens e histórias marcaram a sua infância?
Eduardo Ferigato: Thundercats, He-man, Transformers e filmes como Robocop, Rambo, Indiana Jones e Star Wars. Nos quadrinhos um pouco de Xmen, Batman e Spawn e Hellboy na adoslescencia. Mas sempre me considerei mais nerd de filmes que quadrinhos. Eu e meu pai íamos muito ao cinema.
Jorginho: Como o desenho entrou em sua vida? Quais são as suas maiores influências?
Eduardo Ferigato: Sempre fui de me isolar e ficar desenhando, desde muito cedo, sentava na frente da TV e copiava os personagens que assisitia, meus desenhos mais antigos são da Tartaruga Touche, Pepe Legal e Godzila. Depois enquanto crescia, fui fazendo cursos de desenho e quadrinhos em várias escolas.
Jorginho: Como foram os seus primeiros trabalhos profissionais?
Eduardo Ferigato: Os primeiros foram com Storyboards para publicidade. Com HQ comecei em 2007 com a hq Fractal, um dos projetos escolhidos pelo PROAC daquele ano, com roteiro da Marcela Godoy.

Jorginho: Como surgiu a oportunidade de trabalhar com o Fantasma?
Eduardo Ferigato: Eu era agenciado pelo Joe Prado na época ele conseguiu o Fantasma depois de algumas amostras de página com o Wolverine que eu tinha desenhado.

Jorginho: Conte para o leitor como foi sua experiência no título e o que o personagem representa para você?
Eduardo Ferigato: A experiencia com o título foi bem tranquila, foi legal trocar emails com o Alex Ross e ver os designs de personagem dele. Meu pai era muito fã do Fantasma, então foi legal poder dar a notícia pra ele e ver ele curtindo a arte depois. O projeto com a Dynamite não durou muito, cancelaram a série depois de 12 edições. Mas eu considero um ponto legal na minha carreira ter trabalhado com um personagem tão clássico.

Jorginho: Quais os roteiristas e ilustradores que trabalharam com o personagem você mais admira?
Eduardo Ferigato: Eu tenho essa grande falha de não conhecer muito sobre quadrinhos, como disse anteriormente, sempre fui mais fã de filmes, eu gostava do Fantasma dos anos 90, aquele filme com o Billy Zane e também conhecia o personagem de um desenho que tinha o Fantasma, o Flash Gordon e o Mandrake, não lembro o nome. Na época quando peguei o título, pesquisei um pouco as hqs clássicas, para pegar o estilo do personagem, mas foi o único contato que tive com a hq.

Jorginho: Como você enxerga o mercado dos quadrinhos para o brasileiro no exterior?
Eduardo Ferigato: Eu estou trabalhando para o mercado exterior regularmente a pelo menos 10 anos. Temos muitos brasileiros trabalhando para fora, é um caminho difícil, pois exige uma qualidade no trabalho que só se atinge com muito esforço, e mesmo depois de entrar continua competitivo. Creio que os brasileiros ainda vão ganhar espaço nas hqs pelo mundo. Muita gente nova e talentosa aparecendo recentemente.

Eduardo Ferigato: No momento estou trabalhando na terceira Graphic MSP do Piteco, que sai esse ano. Além da série Devil's Luck para o Comixology, junto com Rafael Scavone. Os próximos ainda não posso comentar, hehehe.

Jorginho: Deixe seu recado para o leitor do Arte e Cultura
Eduardo Ferigato: Grande abraço pros fãs do Fantasma! Que o Espírito-Que-Anda continue imortal pelas gerações!
Confiram como está sendo nossa rande homenagem ao Espirito-Que-Anda:
Direto ao Ponto GG, coluna de GG Carsan clique AQUI
Dossiê Kobielski, coluna de Paulo Kobielski clique AQUI
Arte e Cultura com Dedy Edson AQUI
Arte e Cultura com Glaucio Cardoso (Canal Fantasma Brasil) AQUI
Arte e Cultura com Fabio Alves (ilustrador do Fantasma) AQUI
Arte e Cultura com Sabino (editor do blog Fantasma Brasil) AQUI
Arte e Cultura com Murilo Almeida (cosplayer do Fantasma) AQUI
Arte e Cultura com Higor Lopes (Editora Mythos) AQUI
Arte e Cultura com Jeff Weigel (ilustrador do Fantasma) AQUI
Arte e Cultura com Louis Manna (ilustrador do Fantasma) AQUI
Arte e Cultura com Mikael Bergkvist (escritor e ilustrador do Fantasma) AQUI
Arte e Cultura com Pete Klaus (o maior colecionador do Fantasma do mundo) AQUI
Arte e Cultura com Fábio Ramiro Fuhr (colecionador e fã do Fantasma) AQUI
Esse Estranho Novo Mundo, coluna de João Luis Martinez AQUI
Arte e Cultura com Helio Guerra (o maior colecionador de Fantasma do Brasil) AQUI
Arte e Cultura com Jason Paulos (ilustador do Fantasma) AQUI
Exposição Fantasma 90 anos 1936 - 2026 AQUI
Entrevista com Sy Barry (o maior ilustrador do Fantasma de todos os tempos) parte 1 AQUI , parte 2 AQUI
Arte e Cultura com Wendell Cavalcanti (ilustrador do Fantasma) AQUI
Exposição Walmir Amaral, um Espírito-Que-Anda AQUI
Live comemorativa Fantasma 90 anos 1936 - 2026 AQUI
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Jorginho é Pedagogo, Filósofo, graduando em Artes, com pós graduação em Artes na Educação Infantil, ilustrador com trabalhos publicados no Brasil e exterior, é agitador cultural, um dos membros fundadores do ColetiveArts, editor do site Coletive em Movimento, produtor do podcast Coletive Som - A voz da arte, já foi curador de exposições físicas e virtuais, organizou eventos geeks/nerds, é apaixonado por quadrinhos, literatura, rock n' rol e cinema. É ativista pela Doação de Órgãos e luta contra a Alienação Parental. "Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância." |




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