![]()
Página perdida do diário: AQUI
Página especial AQUI
Página 41 AQUI Página especial de aniversário AQUI
Página 52 AQUI Página especial do dia Internacional da Mulher AQUI
Página 57 AQUI
HOJE:
Eu
não entro em competição com ninguém.
Não
desejo ser ninguém, e ninguém pode ser igual a mim!
Isto
é simples, mas como as pessoas gostam de competir entre si.
Principalmente
mulheres!
Quão
difícil é aceitar que todos nós somos especiais de alguma forma e falhos de
outra?
A
Amante nunca competiu com ninguém, sempre foi auto suficiente. Ciente de quem era, sabia que era bonita e
inteligente, conhecia o mundo e as pessoas.
Ao
longo dos anos conheceu o bem e o mal.
E
dentro dela habitava esses dois sentimentos em igualdade.
Ela
não era mulher de competição, mas nunca aceitava provocação.
Sempre
com olhar firme e falas certas mantinha suas opiniões.
E
quando conseguia se calar, o olhar entregava.
Mas
nem toda provocação é ruim, e certo dia um jovem menino que ela já tivera um
romance resolveu provoca-la.
Em
uma ligação ele disse assim:
-
Sonhei contigo, sonhei que eu estava em um bar e tu chegastes toda linda com um
sobretudo rosa, e botas de cano longo. No sonho tu chegou e me beijou dizendo
estar sem nada por baixo.
Ela
ouviu aquilo e sorriu, dizendo: “sonhos, são sonhos vida”.
E
desligou.
Ela
sabia que naquela semana ele comemoraria seu aniversário de 27 anos em um bar
qualquer da parada 79 de Gravataí como de costume, sendo assim planejou sua
chegada.
Naquele
dia retocou a raiz deixando seus cabelos ainda mais negros e sedosos, se
perfumou se maquiou como de costume com sombras negras e batom carmim.
Vestiu
um fio dental preto, um sutiã de renda o sobre tudo rosa e as botas cano longo
de salto. O espelho já revelava a maldade e também o desejo.
Ninguém
mandou ele provocar.
Naquela
noite o bom menino estaria com sua família, sua mãe da mesma idade da amante,
sua noiva evangélica que fingia ser virgem e todos os irmãos de culto.
Todos
em pecado, comemorando um aniversário em um bar.
Mas
que loucura deliciosa.
A
Amante e a mãe do menino já haviam se desentendido porque aquele menino era
apaixonado pela coroa sem vergonha que poderia ser mãe dele.
Seria
uma noite para celebrar.
Ela
terminou de se arrumar e saiu.
Chegando
lá, contemplou de longe a mesa cheia de pessoas, sem bebidas, todos rindo e brincando.
E a mãe do rapaz falando sobre noiva.
Noiva
que a Amante conhecia bem, e sabia que não era nada do que do pensavam. Mas
isso não era problema dela
Quando
ela chegou e começou a subir os degraus logo o rapaz a viu, e ficou a olhando e
sorrindo.
Ele
estava incrédulo, ela fora realizar seu sonho.
A
mãe de pronto ficou braba, mas disfarçou.
Todos
a olharam ali.
Todos
sentiram seu perfume doce, e focaram no seu andar firme e direto até a mesa do
rapaz.
Em
nenhum momento ela desviou o olhar dele, e quando chegou em sua frente o pegou
pelas mãos para ele levantar e assim ela o abraçar.
Ela
deu um abraço longo nele e sorriu.
Ele
sem jeito perguntou “e meu presente?”
Ela
o olhou maliciosamente e respondeu.
-
Teu presente sou eu!!
Nisso
o pastor se meteu, se ofendeu.
Mas
ela também conhecia o pastor.
Para
ele, ela estendeu a mão e cumprimentou perguntando.
-
Como vão suas ovelhas bom pastor? Elas ainda lhe mandam fotos sem lã? Ops:
assunto proibido!
Disse
isso e deu uma risada.
Enquanto
todos ficaram em silêncio perplexos ela pediu uma cerveja e acendeu um cigarro.
Pura
provocação!
As
mulheres a olhavam com inveja e raiva. Os homens com cobiça, desejo.
Mas
em público a condenavam como pecadora. A Amante se sentou com eles, elogiou a
noiva do menino.
E
disse para a jovem:
-
Que só se é jovem uma vez, que ela deveria viver seus sonhos, viver seus medos
e histórias. Sem medo do que as pessoas falariam. Afinal estamos aqui sem saber
quem está certo ou quem está errado.
A
jovem sorriu entendendo que estava se prendendo a uma vida que não era sua.
Tirou
a aliança pediu desculpas e saiu na garupa de um moto boy do bar com quem que
ela já ficava.
A
mãe do rapaz ficou furiosa.
Mas
a Amante não deu bola.
Se
levantou e convidou o rapaz para sair dali.
Ele
olhou para mãe e para a Amante sem saber o que fazer.
A
amante então tocou a mão da mãe dizendo
Deixa
esse menino viver.
Logo
puxou o rapaz e o tirou do bar.
O
levou para rua lateral próxima ao cemitério e abriu o casaco, mostrando a ele
como estava.
Ele
tremia de medo da mãe, do cemitério, mas principalmente daquele corpo que ele
ja tinha se perdido.
Mas
com todo medo ele foi.
Tirou
aquele casaco com força e beijou seus peitos rasgando a renda do sutiã, colocou
o fio dental de lado para penetra- lá.
Na
penumbra da noite, no muro do cemitério seminua, de botas de cano longo e salto
alto ela realizou o sonho do rapaz.
Entre
tapas, mordidas, e lambidas ele gozou a vida comemorando seu aniversário com
quem ele mais desejava.
Depois
acabaram em um motel, champanhe e banheira.
Sexo
oral, anal e todo tesão possível.
Quando
o dia amanheceu, ela se despediu mais uma vez.
Ele
ja a acontecia, sabia que não adiantava pedir para ela ficar.
Assim
ela se foi.
E
ele ficou com seu sonho realizado.
![]() |
| DIOVANA RODRIGUES |


0 Comentários