O DIÁRIO DE UMA AMANTE

 

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HOJE:

Toda história tem um começo um meio e um fim.

Normalmente conhecemos as pessoas no fim. O fim revela o verdadeiro eu escondido.

Ninguém se conhece de verdade.

Contei a vocês que a Amante amou uma única vez. Mas paixões viveu inúmeras.  Afinal paixão era o alicerce dos seus desejos.

Paixões são passageiras, amor é para vida inteira.

Dizem os cientistas que uma paixão pode durar de um dia a no máximo um ano. Se passar disso é amor.

O amor para a Amante chegou cedo demais, machucou cedo demais. Mas se não fosse aquele primeiro amor, a Amante não existiria.

E de volta ao começo, vamos ao nosso texto de hoje...

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Durante seu tratamento a Amante tinha que ir muitas vezes ao hospital. Primeiro semanalmente, depois mensal e agora era uma vez por ano.

Sempre que chegava tinha o costume de ficar na capela que havia dentro do hospital. Um momento de reflexão e agradecimentos.

A Amante foi criada como católica e o tempo e a espiritualidade foram moldando sua fé. Mas o respeito pela igreja seguia intacto.

Quando estava capela sentiu que era observada, mas não viu ninguém.

Quando foi chamada para a consulta ao andar no corredor sentiu mais uma vez alguém a observando.

Fez sua consulta, conversou bastante com seu neurologista e depois foi trocar a roupa que estava por uma camisola do hospital para fazer seus exames.

Era uma rotina que ela conhecia bem.

Quando foi entrar para fazer a ressonância sentiu um cheiro familiar, um perfume que ela não sentia a anos.

Sorriu sozinha pensando: “Que loucura a minha, já faz anos que não vejo ele, não tenho notícias e agora sinto seu cheiro”.

Aquele era o perfume do homem que ela amara.

Terminando o exame, ela viu atrás da cabine um homem muito parecido com ele.

Ele era o técnico que fizera o exame nela.

De longe parecia com ele, sem dizer nada ela saiu, quando entrou na sala para se vestir sentou em uma cadeira pensando.

A saudade trouxe a ela muitas lembranças.

Sozinha ali, pensou: “e se, e se tudo fosse diferente? E se nós tivéssemos casado, vivido nossa história? E se...Nosso sexo sempre foi tão bom, nunca brigamos”.

Sexo.

O sexo, ah o sexo...

“A mão dele sobre meu corpo, tocando suavemente minha bunda, os beijos na minha bunda.  O jeito dele abrir meus braços e me acariciar pelas costas. Descendo me lambendo do pescoço aos pés. A barba roçando em meu pescoço me deixando louca de tesão. O beijo de língua demorado, a língua em meus seios e os dedos em minha vagina, me fazendo delirar.”

Ela ficou ali pensando, relembrando tudo.

E o desejo foi queimando.

Ali mesmo, sentada ergueu uma das pernas abriu a camisola e começou a se tocar.

Sua vagina estava muito molhada, seu clitóris latejando, parecia que iria explodir de tesão.

A porta se abriu e ela nem notou.

De olhos fechados se masturbando não viu entrar na sala aquele técnico.

Ele ficou diante dela vendo-a se masturbar sussurrando o nome do amado.

- Me come, vem me comer, come meu cuzinho, me soca gostoso vai.

Ele começou a se masturbar também olhando ela

Quando ela estava quase gozando ele se abaixou e chupou o clitóris dela com força, fazendo ela gozar.

E então ela abriu os olhos e diante dela estava não um técnico qualquer, mas seu amado do passado.

Ainda achando que era ilusão se entregou. Abriu as pernas e pediu: me come!

E ele comeu.

Sentou na cadeira e colocou ela em seu colo, para cavalgar em seu pênis.

Ela então tirou da vagina e colocou no ânus, gozou duas vezes mais delirando.

E ele tremendo as pernas, com o calor daquele corpo.

Gozou várias vezes sem tirar de dentro.

Quando acabou, elã não o olhou pegou suas roupas e saiu.

Não olhou pra trás, não quis saber se era mesmo seu amado, ou era alguém parecido.

Ela saiu correndo dali.

Se vestiu nas escadas sem ver nada em sua frente.

Saiu correndo pela rua e parou na chuva.

Ficou pensando e olhando ao longe o hospital.

“Não tivemos um fim”,- ela pensou – “tivemos início, meio e várias continuações”.

Ela respirou fundo secou a lágrima que se misturava com a chuva e seguiu.

Tem amores que não são para ser vividos, apenas sentido.

Uma história sem um fim não passa de ilusão.

 

Mas e se, e se tudo fosse diferente...



DIOVANA RODRIGUES

Me chamo Diovana, tenho 40 anos, me apaixonei pela poesia com 13 anos de idade, e desde então escrevo. A poesia se tornou uma psicóloga para mim, um diário de desabafo. Não consigo escrever sem meu coração mandar. Não sei simplesmente sentar e pensar no que vou escrever. Simplesmente escrevo, brinco, eu escrevo sem pensar. Sou mãe, tenho três filhos, Mithelli que está com 22 anos e os gêmeos de 13 anos. Parece meio óbvio dizer que são tudo que tenho, mas é isso. São meu tudo. Trabalho com segurança privada, minha especialização dentro da área veio depois de anos. É algo que gosto de fazer, assim como cozinhar. Sou uma mulher de gosto simples, porém, de opiniões fortes. Sigo minha vida de forma leve, aprendendo, caindo e levantando ancorada em minha fé. Sou umbandista com muito amor e só tenho a agradecer às minhas frenteiras. Elas me ensinaram que cair é inevitável mas ficar no chão é opcional. Essa sou eu, essa é Diovana Rodrigues.

"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

08 ANOS DE VIDA DEDICADOS 
À ARTE E CULTURA!


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