O DIÁRIO DE UMA AMANTE


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HOJE:

 O Preço do Controle

Às vezes, para salvar um casamento, a esposa deve assumir o controle. Não das finanças, como a maioria faz, mas da vida sexual. O relato a seguir nasceu de um desabafo entre amigas, um pedido de socorro que se transformou em uma experiência extrema.
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Tudo começou quando uma mulher casada reclamava de sua rotina falida.
— Não aguento mais esse casamento. Não sinto tesão nele, não consigo gostar do nosso sexo. Ficamos tempos sem nada e, por mim, nem faria mais. Não me faz falta.
Sua amiga, uma mulher de espírito livre e experiente como a Amante, quis entender melhor. Perguntou se ela ainda sentia desejo por outros homens. A resposta foi um sim imediato.
— Normal — explicou a amante. — Casamentos caem na rotina. O dia a dia mata o tesão. Vocês só resolvem problemas, trabalham, pagam contas e cuidam dos outros. O emocional muda e vocês relaxam nos cuidados, como se o casamento dispensasse o esforço de seduzir.
A esposa concordou em silêncio. A amiga continuou com os fatos:
— Tu só usa maquiagem e perfume quando sai. Lava os cabelos uma vez por semana, mal cuida das unhas. Já teu marido é ainda pior: corta o cabelo uma vez por mês, vive com a barba por fazer, cheio de pelos. O único perfume dele é o desodorante, quando não esquece. Tudo isso é visual.
Ela sugeriu mudanças práticas: trocar mensagens picantes no mesmo WhatsApp usado para cobranças, mandar nudes, investir em lingeries novas e cremes. Reforçou que um casamento não resiste sem sexo e que era preciso buscar estímulos.
Foi então que a esposa revelou o verdadeiro problema.
— Quando transamos, a cada quinze dias, sou totalmente submissa. Fico quieta e deixo ele fazer o que gosta. Mas as fantasias dele me dão medo e me machucam. Não tenho tesão nenhum, me sinto humilhada.
Curiosa, a Amante perguntou o que ele fazia. A esposa, chorando, revelou que o marido a agredia na hora do sexo: batia, mordia, puxava os cabelos com violência e gozava em seus olhos.
— Eu adoro isso! — brincou a amante, tentando quebrar o gelo. Mas o desespero da amiga era real. Ela se sentia presa, sem querer se separar, mas incapaz de aguentar a situação. Em um impulso, desabafou: — Eu queria que uma mulher fosse capaz de fazer com ele tudo o que ele faz comigo.
A Amante levantou-se para pegar água. A esposa, notando a semelhança física entre as duas — mesma altura, corpo e porte —, fez uma proposta ousada:
— Somos parecidas. Tu poderia trocar de lugar comigo e ver o que ele faz. Ele só transa no escuro, não vai perceber. Por favor, me ajuda. Isso pode salvar meu casamento.
A Amante não respondeu na hora. Mas, duas semanas depois, no dia em que o casal costumava transar, ela apareceu na casa da amiga com um plano traçado. Ela aceitaria o desafio, mas sob uma condição: a esposa assistiria a tudo escondida. Além disso, a amante não toleraria passividade; ela assumiria o papel de dominadora.
As duas vestiram lingeries idênticas. A amante ajudou a amiga a se depilar, aplicou os mesmos cremes e perfumes, fez a maquiagem e colocou unhas postiças para que ficassem iguais. Em seguida, tirou fotos sensuais da esposa e ensinou-a a posar. Mandaram uma das imagens para o celular do marido com a legenda: "Me traz um chocolate bem gostoso, assim como o teu pau. Estou te esperando cheia de tesão."
O marido mal acreditou no que recebeu. Excitado, respondeu com uma foto sua. A Amante assumiu o teclado e provocou: "Vem logo me socar gostoso." A esposa assistia à troca de mensagens, sentindo o calor do flerte que, afinal, era direcionado a ela.
Quando o homem chegou, a amante se escondeu. A esposa colocou a primeira parte do plano em prática no quarto escuro. Quando ele começou a se despir, ela pediu:
— Vai pro banho, amor. Se depila, quero te chupar.
Surpreso, mas estimulado pela recepção calorosa, ele correu para o banheiro. Foi o momento da troca. A amante assumiu o posto na cama, aproveitando a escuridão total.
Assim que o marido saiu do banheiro, a Amante puxou sua toalha e começou a chupá-lo com voracidade. Ele delirou de prazer. Instintivamente, puxou-a pelos cabelos e desferiu um tapa forte em seu rosto.
A reação da amante foi imediata e implacável. Ela o empurrou contra a cama e prendeu suas mãos com algemas. Ligou o som alto para abafar qualquer diferença na voz e montou nele, cavalgando com força.
— Sente... sente essa bucetinha quente! — sussurrou, ditando o ritmo.
Quando percebeu que ele estava prestes a gozar, ela desferiu um tapa no rosto dele com o dobro da força que havia recebido. O impacto cortou o orgasmo do homem, substituindo o prazer pela dor e pelo choque. Sem dar tempo para ele respirar, a amante mordeu seus mamilos com força, sugou seus testículos e penetrou o ânus dele com os dedos.
O homem, assustado, começou a pedir para parar. Ignorando os apelos, ela sentou-se sobre o rosto dele, esfregando a vagina molhada em sua boca, forçando-o a lambê-la até fazê-la gozar.
Apesar do medo e do cansaço diante daquela virada de jogo, a intensidade da situação provocou uma nova ereção no marido. A amante mudou de posição e sentou-se de costas, iniciando o sexo anal enquanto se masturbava. No canto escuro do quarto, a esposa assistia à silhueta da amiga dominando e abusando de seu marido, e começou a se masturbar, excitada pela cena.
O marido não resistiu à pressão do sexo anal e gozou. Lembrando-se do relato da amiga sobre a humilhação do sêmen nos olhos, a amante moveu-se até o rosto dele e deixou que a mistura de seus fluidos e do gozo dele escorresse pelos olhos e pela face do homem, que gritava para ela parar.
A sessão de dominação continuou. A Amante o forçou a manter relações por mais duas vezes, usando um chicote leve, géis que alternavam sensações de calor e frio em seu pênis, e estimulação anal. Quando ele estava completamente exausto e submisso, as mulheres destrocaram de lugar no escuro.
A Amante deixou o quarto. A esposa acendeu a luz e removeu as algemas do marido.
Atordoado, ele perguntou por que ela havia feito tudo aquilo. A esposa, armada com a coragem que precisava, abriu o jogo: explicou o quanto se sentia humilhada e machucada com a forma como ele a tratava na cama.
Eles conversaram por horas, expondo os desejos reais, as falhas mútuas e as frustrações acumuladas na rotina. Prometeram mudar. Logo após o diálogo, fizeram amor como há anos não faziam: com zelo, carinho e cuidado mútuo.
A Amante deixou a casa em silêncio. Entrou em um bar, pediu uma cerveja gelada e ficou olhando para a lua, imersa em seus pensamentos.
"Eu realmente sou louca", pensou com um sorriso. "Mas o que seria do mundo se não fosse a loucura?"

DIOVANA RODRIGUES

Me chamo Diovana, tenho 40 anos, me apaixonei pela poesia com 13 anos de idade, e desde então escrevo. A poesia se tornou uma psicóloga para mim, um diário de desabafo. Não consigo escrever sem meu coração mandar. Não sei simplesmente sentar e pensar no que vou escrever. Simplesmente escrevo, brinco, eu escrevo sem pensar. Sou mãe, tenho três filhos, Mithelli que está com 22 anos e os gêmeos de 13 anos. Parece meio óbvio dizer que são tudo que tenho, mas é isso. São meu tudo. Trabalho com segurança privada, minha especialização dentro da área veio depois de anos. É algo que gosto de fazer, assim como cozinhar. Sou uma mulher de gosto simples, porém, de opiniões fortes. Sigo minha vida de forma leve, aprendendo, caindo e levantando ancorada em minha fé. Sou umbandista com muito amor e só tenho a agradecer às minhas frenteiras. Elas me ensinaram que cair é inevitável mas ficar no chão é opcional. Essa sou eu, essa é Diovana Rodrigues.



"Quanto mais arte, menos violência. Quanto mais arte, mais consciência, menos ignorância."

08 ANOS DE VIDA DEDICADOS 
À ARTE E CULTURA!


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